25 de out de 2011

Redes nada sociáveis

Redes sociais: divãs ao relento.

Caiu na rede, não é mais peixe. É seguidor.

Nas redes sociais, a carência é tal que muitos "seguidores" viram "perseguidores".

No tempo dos dinossauros, as pessoas liberavam geral botando o bloco na rua. Hoje, elas se soltam dando "blocks" dentro de casa mesmo.

Antes havia confessionário, divã. Hoje, há redes sociais.

Houve um tempo em que redes eram lugares para dormir. Hoje, redes sociais são, em muitos casos, papos pra boi dormir.

Para um amigo, se pergunta assim: "Posso contar com você?" Para os amigos de redes sociais, nem se pergunta nada. Vai contando e pronto.

Nas redes sociais, há quem conte minúcias de sua vidinha que não contaria nem ao pior inimigo. Mas acaba contando à sua rede de amigos.

Houve um tempo em que "rede social" era algo feito em tear, em que cabiam no máximo duas pessoas. E olhe lá.

Roda de amigos virou rede de amigos.

Redes sociais: divãs do desalento.

2 comentários:

Ivana Maria França de Negri disse...

Grandes verdades!

abraços
Ivana

Célia disse...

Olá, Érico... adorava balançar na rede e brincar com minhas bonecas... Você tem toda razão: de doenças à separações... de romances à briga de casal... de desemprego à cata de um novo... vê-se de tudo nas "benditas redes sociais". Sabe? Acho que o humano perdeu a identidade do encontro! Virtual, um delete e pronto... Pessoal, isso é impossível!
Abraço, Célia.