30 de out de 2009

Isso se parece comigo?






Além das caricaturas ao vivo em eventos, como as feitas no Salão de Humor de Piracicaba, faço caricaturas por encomenda.

Nas caricaturas encomendadas, as pessoas posam em situações engraçadas ou inusitadas, junto a familiares ou mascotes, namoradas ou namorados, amigos ou amigas.

Acima, dois exemplos dessa modalidade da caricatura pessoal. E quem quiser que peça a sua, é só me mandar um e-mail.

26 de out de 2009

A festa do gordo

Gordo é o principal personagem de uma turma que estrelou doze livros, escritos por João Carlos Marinho. Ele é o autor de O Gênio do Crime, clássico da literatura infanto-juvenil que completa 40 anos em 2009.

No último sábado, a editora Global, que publica a série do gordo, promoveu uma festa para comemorar o aniversário do livro inicial da série, que já ultrapassou as sessenta edições, e continua no imaginário de muita gente por aí, incluindo este que vos digita.

A festa se deu na Fnac de Pinheiros, em São Paulo. Começou às duas e meia da tarde. No segundo andar da livraria, lá estava o escritor, sorridente como nunca, autografando seus livros para a molecada.

Embora as editoras hoje tenham esquemas poderosos de divulgação nas escolas, parte significativa do sucesso do livro O Gênio do Crime se deu de forma espontânea. Crianças liam e gostavam, professores liam e adoravam, e um fã-clube do escritor atravessa gerações desde 1969.

Após os autógrafos, que continuaram mais tarde, as crianças, pais, curiosos e convidados subiram ao último andar da livraria, onde seria exibido um trecho do filme O Detetive Bolachão contra o Gênio do Crime, adaptado da obra mais famosa do autor.

Na sequencia, depoimentos de leitores escolhidos pelo autor contavam do impacto que o livro aniversariante teve em suas vidas.

Havia professores, uma estudante de jornalismo, um aspirante a cineasta, o próprio dono da editora de João Carlos Marinho e até uma ex-babá dos filhos do autor que se tornou professora, responsável pelo depoimento mais marcante da tarde. Quando trabalhou na casa do escritor, a babá lia os rascunhos da obra enquanto estava sendo escrita. Rascunhos resgatados do lixo do escritório... Uma surpresa completa para o autor, e para o público também.

Assim como a ex-empregada, os outros depoentes tiveram sua vida profissional determinada pelo encantamento causado na infância pelo Gênio do Crime. E não conseguimos segurar a emoção. Eu, que tive o privilégio de ser o primeiro a falar, engasguei, repeti palavras, quase chorei. Mas tive a alma lavada, pois todos os outros que falaram sobre o livro não seguraram a emoção.

Após os depoimentos e as perguntas da molecada que lotava o auditório, um coquetel foi servido aos presentes. E tive a chance de conhecer o músico e compositor Beto Furquim, filho do autor, primeiro e exigente leitor dos livros de João Carlos antes de chegarem às livrarias.

O toque final da festa se deu com a distribuição do fac-simile da primeira edição de O Gênio do Crime, publicada pela editora Brasiliense, em 1969, dentro da coleção Jovens do Mundo Todo.

A edição da Brasiliense apresenta um texto com algumas variações, diferente de edições posteriores publicadas pela editora Obelisco, e em formato de bolso, pela Ediouro. O autor optou por uma linguagem mais coloquial, opção que defende num ensaio ao final da obra. A irreverência e a vasta cultura de João Carlos Marinho já valem o texto. Pena que a edição fac-similar, ao que pareceu, teve circulação restrita à festa do último sábado.

Festa acabada, e a carreira do livro O Gênio do Crime não acaba por aí. As gerações seguintes certamente terão contato com o humor e a inteligência da turma do gordo. Como eu tive.

23 de out de 2009

Trabalho, muxoxos e Bob Dylan

Minha ausência anda gritante neste espaço. Tenho aparecido só pra dizer que ando ausente.

Tenho feito a tira diária para o Jornal de Piracicaba. E circulado por todo lado, fazendo e entregando caricaturas encomendadas.

Nas folgas, reclamo do horário de verão e do próprio verão.

Em casa, durante o almoço, vejo alguns trechos de um documentário de Martin Scorsese sobre Bob Dylan. Aproveitando a deixa, já encomendei um CD do compositor (não vou baixar na net, não).

Como veem, em breve, muito breve, teremos bastante assunto por aqui. Até mais.

19 de out de 2009

Dias melhores? Verão

Você acorda numa certa hora, todo dia.

E vem o governo e determina que seu relógio biológico não apita nada, e que importante mesmo é economizar energia.

Só que o horário de verão nos faz gastar mais energia, com essa história de acordar uma hora mais cedo.

Quando você começa a se acostumar com o fato de que acordar mais cedo pode fazer bem pra saúde, vem o fim do horário de verão.

E você, que já escangalhou seu relógio biológico, e que gostaria de fazer o mesmo com o despertador que te obriga a levantar uma hora mais cedo, tem a ilusão que ganhou uma hora a mais de sono.

Governos de qualquer espécie é que nos fazem perder o sono. Com ou sem horário de verão.

16 de out de 2009

Matusalém precoce

Eu no ônibus, em pé. Indo para o centro da minha cidade.

Perto de mim, sentada, uma menina de uns dez anos.

Ela me viu e falou:
- Pode sentar aqui, senhor!

Do alto dos meus trinta e três anos, recusei e agradeci. Mas continuei em pé, até o fim do trajeto.

Desci do ônibus e cheguei a uma conclusão constrangedoramente óbvia. A cada dia, se fica cada vez mais velho.

Mas engatei outra conclusão de igual quilate em seguida.

Envelhecer, tudo bem. Mas não precisava ser tão rápido!

15 de out de 2009

Depois do recorde...

... e da tiragem esgotada do Jornal Caricaras 5, vem aí a sexta edição, a sair neste fim de semana.

Vá ao Salão de Humor de Piracicaba, cuja edição 2009 se encerra neste fim de semana, e leve o seu jornal novinho em folha pra casa. Com sua caricatura na capa, é claro.

Até lá!

9 de out de 2009

Ela brinca em serviço!

Comprei ontem o CD novo da Adriana Partimpim. Estou ouvindo ainda. Já tinha comprado o primeiro CD da série. Presenteei meu irmão e sua família com o disquinho, e comprei um pra mim.

Eu gosto da Adriana Calcanhotto, a cantora e compositora gaúcha, radicada no Rio de Janeiro, que inventou a Adriana Partimpim. E gosto do jeitão discreto de Adriana. Numa época em que celebridades nos incomodam a cada cinco segundos com declarações vazias de conteúdo e ricas em formas (que aparecem na Playboy do mês seguinte), Calcanhotto mostra apenas o que acha que deve: seu cancioneiro, e pronto.

Mas, para não dizer que não falei de flores e ignorei os espinhos, devo declarar que não aprecio algumas coisas na Adriana. Não aprecio o lado "experimental"dela.

Claro que artista que é artista faz o que bem entende. Acredito que Adriana seja honesta em sua arte, e que segue sem dor alguns padrões comerciais e artísticos que fazem seus CDs venderem, apesar dos novos tempos de downloads ilimitados.

O chato é que experimentalismos só agradam os chatos e pretensiosos, o que pra mim são mais ou menos as mesmas pessoas. O respeitável público, que de fato sustenta artistas como Adriana, praticantes de uma proposta pop mais elaborada, não quer saber dessas viagens criativas.

E outra coisa de que não gosto em Adriana é essa eterna pagação de tributo, que soa mais como pagação de pau, ao Caetano Veloso. Menos pentelha é a adoração pelos concretistas, que rendeu parcerias ótimas de Adriana com Cid Campos, filho de Augusto.

Enfim, a gente não precisa gostar de tudo o que alguém faz. Seja na arte, seja na vida do dia a dia.

Quanto à Partimpim, embora Adriana tenha o cuidado em não misturar seu heterônimo com a Calcanhotto, a ideia de colocá-lo em circulação me reaproximou do trabalho da primeira.

A leveza que Partimpim trouxe ao trabalho de Calcanhotto é uma conquista sem preço. Sem falar que, depois do surgimento da Partimpim, a sensação de voz enjoada da Calcanhotto foi para o espaço. Graças a Deus.

Se as duas Adrianas quiserem continuar brincando em serviço, mesmo com a molecagem de uma contaminando a seriedade da outra, eu não tô nem aí. Ou melhor, continuo aí, me deliciando com as duas.

7 de out de 2009

Um recorde, assim como quem não quer nada

Volto em breve a este blog, assim que resolverem instalar o meu novo plano de conexão de internet. Enquanto isso, vou ajudando a enriquecer algumas lan houses da minha cidade.

Na ausência do mundo virtual, não deixe de me visitar no mundo real, todos os fins de semana até o dia 18, no Salão Internacional de Humor de Piracicaba.

É a reta final de uma vitoriosa temporada de caricaturas ao vivo, a caminho dos mil desenhos feitos para o público, nas capas do quinto Jornal Caricaras. Caricaturas criadas em pouco mais de dois meses, apenas nos fins de semana!

Não estou cabendo em mim de satisfação. E cansaço. Mas um recordezinho de vez em quando também não faz mal a ninguém.