29 de dez de 2009

Igual de novo

No Ano Novo teremos eleição, Copa do Mundo, Roberto Carlos e Ronaldo no Corinthians, brigas entre países, televisões e famílias.

O cardápio de repetições , porém, não pára por aí.

A esperança num futuro melhor, o bom humor, o andar para a frente e o dinheiro no bolso para uma vida digna devem continuar também, com o primeiro ítem desta frase puxando os demais.

Que venha 2010!

11 de dez de 2009

Quatorze cabeças pensam melhor que uma



Na foto, da esquerda para a direita, os seguintes elementos: Danilo, Giovanna, Vinicius Savoi, Érico, Nivaldo, Carlos Alberto, Daniel, Paulinho, Thais, Silvia, David, Lucila, Luciana e Carmelina. Faltaram o Luis e o Jorge.

Apesar dos olhos vermelhos, minha turma do curso de Radialista, que esteve religiosamente às terças e quintas de 2009 no Senac de Limeira, mandou muito bem.

Entre alunos e professores, orientadores e palestrantes, chuvas e trovoadas, salvaram-se todos.

9 de dez de 2009

Mais uma voz ecoando no espaço

As chuvas continuam, os cães passam, a caravana passa e eu me formei locutor de rádio.

A formatura foi no Senac de Limeira, ontem à noite.

Não é uma notícia que abale as estruturas da sociedade, mas eu queria que os leitores deste espaço soubessem disso.

Obrigado pela atenção.

5 de dez de 2009

Dois flagrantes de gentileza

1. Andando pelo centro da minha cidade, ia subindo até a praça central. Andando a passos largos, antes de atravessar a rua, quase ia topeçando num pedaço de madeira que impedia o caminho. Um cara magro, de cabelos brancos, surgiu do nada, e tirou a madeira da frente. Segui meu caminho, olhei para trás. Tanto a madeira quanto o inesperado benfeitor haviam sumido.

2. No fim de noite da última quinta-feira, fui a uma padaria bem animada com colegas de um curso cuja última aula tinha acabado, numa cidade da minha região. A padaria tinha gente saindo pela quadrilha e não pelo ladrão. Muita gente, enfim. Após meia hora, tive que ir embora à rodoviária, para voltar à minha cidade. Desci do carro da turma e corri para o ônibus. Lá, vi pela janela a turma me acenando em despedida. Eles tiveram a gentileza de ficar e verificar se eu não perderia o ônibus...

Haja coração, como diria o Galvão.

2 de dez de 2009

A voz do Silvio

No momento em que digito estas linhas, meio mundo já deve ter falado e especulado sobre o locutor que trabalhou a vida toda junto a Silvio Santos.

No título da postagem, não me refiro à voz do Homem do Baú. Estou falando da voz que o dono do SBT empregava.

A voz de Luiz Lombardi Neto era inconfundível. Homem que uma apresentadora da Record, confiando demais em sua ignorância, chamou várias vezes, ao vivo, de Carlos Lombardi, este um noveleiro bobagento da Globo.

A mim, que acompanho de forma irregular o desempenho dominical do "patrão" e seu fiel escudeiro desde moleque, a morte de Lombardi causa estranheza. Primeiro, pela proeza de morrer dormindo. Segundo, pela fama num meio onde a imagem é tudo, ou quase.

O locutor mais famoso depois de Lombardi na televisão brasileira talvez seja Dirceu Rabello, atuante nas chamadas de todos os programas da Globo. A vantagem de Lombardi sobre o locutor global é que o primeiro era conhecido pelo nome.

Se você perguntar a um telespectador da Globo quem é Dirceu Rabello, terá uma interrogação no lugar da resposta. Lombardi tinha uma voz, mas tinha um nome também. Nome mais que conhecido pelas "colegas de trabalho" de Silvio Santos.

O empregador de Lombardi já declarou que o segredo de seu sucesso talvez fosse a voz. O empregado de Silvio também fez sucesso com a voz, mas não descobriu o segredo da fortuna, como seu patrão. Carinhosa ou ironicamente, o locutor do SBT deixa sua voz gravada no inconsciente coletivo de três gerações, de donas de casa a nerds incorrigíveis.

PS. A morte de Lombardi acontece na mesma semana em que concluo meu curso técnico de radialista locutor no Senac, em Limeira. Não sei se gostaria de ter a mesma voz empostada do falecido empregado do SBT, mas adoraria ter um emprego garantido pelo resto da vida, como o Lombardi. Aguentar um patrão como o Silvio já são outros quinhentos, mas não se pode querer tudo nesta vida.