24 de jun de 2012

Um doce iconoclasta

Numa noite chuvosa e escura em São Paulo, me escondi embaixo da entrada de uma famosa megalivraria. Entrei no lugar. Havia uma sessão de autógrafos de documentário sobre certo artista associado à Tropicália.

Caetano Veloso? Não: Tom Zé.

No tempo das cavernas, já fui a shows do baiano de Irará. Na minha cidade, participei de entrevista coletiva com o artista. Escrevi algumas vezes sobre ele. A caricatura do performático músico, ao lado, é a terceira que faço. 

Na noite de autógrafos do DVD, Tom Zé se mostrou atencioso como sempre. Iconoclastas podem ser muito gentis. O que não os desautoriza, apenas os engrandece.

Um comentário:

Célia Rangel disse...

Iconoclasta, para mim, pelo menos não é "um fingidor" (segundo Quintana)... ama a essência - o humano - e não as imagens! E, com muita propriedade, Tom Zé, com sua irreverência e espirituosidade, marcou uma época forte - a Tropicália na "arte" brasileira. Parabéns, pelo post, Érico!
[] Célia.