21 de dez de 2013

Os fins justificam os recomeços

Balanço do ano no fim do ano, pode fazer?

Ano de aventuras. E a maior aventura, a maior delas, foi a de ficar parado, quieto, refletindo. Principalmente sobre o próximo momento de se aventurar.

Ano de dar ouvidos. E intuir sobre a hora certa de ouvir. E de ouvir as pessoas certas. 

Ano de trabalho. E de concluir a respeito do quanto o trabalho pode ser um falso substituto das inquietações que não se resolvem, ou se atenuam, com o ato de trabalhar.

Ano de falar. E de falar compulsivamente, e pagar o preço por isso. E de ficar em silêncio, e de pagar um preço ainda mais alto.

Ano de sorrir. E de cuidar de cada gênero de sorriso. Sorriso feliz, sorriso dissimulado, sorriso de canto de boca.

Ano de conclusões. Conclusões definitivas, que podem ser jogadas para o alto e desmontadas, de acordo com o quebra-cabeça mental de cada cabeça e cada sentença.

Ano de recomeços. A começar pelo recomeço do ano, que joga para debaixo do tapete o que houve de ruim do ano anterior. Algumas ruindades, temores e indecisões permanecerão à espera de nossa pá, da nossa vassoura, da nossa atitude de limpeza de alma.

Ano que traz outro. E que trouxe este balanço. E que nos dará o poder para fazer ainda mais.

2 comentários:

Célia Rangel disse...

Felizes recomeços, Érico!
Abraço,
Célia.

Clarice Villac disse...

Érico,

bem oportunas estas suas reflexões, nos ajudam a 'balançar' também, a buscar outros olhos para avaliar e compreender as experiências.

Queria registrar aqui que sua caricatura 'da minha pessoa' representou um estágio a mais pra mim, me mostrou coisas importantes, o sentimento geral é muito positivo !
Difícil explicar em palavras, mas pra isso, elas não são necessárias, sua sensibilidade basta.

Que você continue essa pessoa bacana, compreensiva com os outros e que sua Arte leve sempre você na direção de seus melhores objetivos.

:~)