30 de jun. de 2011
29 de jun. de 2011
Mexericas da Candinha
Adoro mexericas. Muita gente compartilha da preferência, mas chama as mexericas de tangerinas. Esse nome, "tangerinas", eu só conhecia de comerciais de sucos na televisão. E haja descoberta frutífera. O Wikipédia, novo pai dos burros do século XXI, diz que mexericas possuem outra denominação: "bergamotas".
Tanto "marmotas" quanto "botas" abundavam nas animações das sessão-pipoca da molecada, eu incluído. Nada animadoras eram as broncas maternas, caso não consumíssemos as sobremesas com todas as frutas possíveis e imagináveis. As mexericas entre elas.
Do jeito que vai e vem o mundo atual, onde faltam árvores e sobram desarvorados, é capaz de me discriminarem por chamar "mexericas" de "mexericas". Porque o certo seria "tangerinas", certo? Aí virá outro dedinho no meu nariz, e ele sempre vem, proclamando que correto mesmo é chamar "bergamota" de "bergamota". Ora, ora!
25 de jun. de 2011
Chico e suas chorumelas chiques

24 de jun. de 2011
Cabeçadas de Feriadão

18 de jun. de 2011
Pulga que pariu!
Não tem horas que dá uma vontade louca de virar uma pulga, pra passar despercebido diante da multidão?Pois é. Isso aconteceu comigo, e justo num espetáculo de circo de pulgas. Se você não entendeu, por favor dirija-se ao próximo parágrafo. Nem precisa retirar ingresso na bilheteria.
Uma companhia de teatro carioca veio a Piracicaba encenar espetáculo num teatro que traz teatro e música o ano todo, de graça.
As matinês de alguns sábados do ano costumam abrigar peças infantis. E criança é o que não falta nessas sessões-pipoca. É possível medir a presença desse público a quarteirões de distância do lugar. Pelos decibéis de entusiasmo.
Superada a fila e os avisos de boa educação da equipe do teatro, chega a hora da função.
Um ator desempenha a função de mestre de cerimônias, com direito a cartola e fraque típicos dos picadeiros - só faltou a barriga saliente de desenho animado. Outros dois atores fazem as vezes de assistentes de palco.
A sensação da exibição de um legítimo circo de pulgas, com todo os recursos cênicos possíveis, era transmitida com perfeição aos espectadores infantis e adultos. E dá-lhe "pulgas" trapezistas e cantoras, argentinas e espanholas...
“Só não trouxemos pulgas brasileiras”, disse o MC, no final, à senhora gorda na primeira fila. “Se a senhora quiser, pode preencher uma ficha lá fora. Pra fazer um cadastro da sua pulga, tá?”
As risadas não superaram o rubor nas faces rotundas da espectadora. No entanto, os primeiros sorrisos vieram no clímax comum a qualquer peça de teatro contemporâneo: a interação com o público!
Na ribalta, o mestre de cerimônias anunciou que uma das pulgas do espetáculo saltara platéia afora. Luzes acesas, o MC apontou o dedão em linha reta, na direção adivinha de quem.
Como uma pulga acuada antes do banho no cão hospedeiro, remexi as cadeiras no assento aveludado. Sem direito a latir, subi ao palco.
O que é a vida. Tive que rir das piadas do ator-condutor do show, tive que fingir que urrava de dor na operação "retirada de pulga de couro cabeludo". O que o MC tirou de verdade foi caspa, mas isso foi um detalhe tão pequeno de nós dois...
No fim e ao cabo da operação, vieram as palmas e os assobios. E eu passei o resto do show amaldiçoando os deuses do teatro, do circo e de quem aparecesse na minha frente.
Meia hora após o mico, espetáculo terminado, saí a passos largos do teatro. Numa próxima vez, prometo habitar o canto mais escuro possível do local. Se possível, sendo confundido com as pulgas que habitam as poltronas normalmente, sessão após sessão.
17 de jun. de 2011
Marchando com todo o gás

14 de jun. de 2011
Uma animação "desanimada". E comovente
Trata-se de Mary e Max, de Adam Elliot. O longa-metragem, de 2009, foi feito com bonecos de massinha, na técnica de animação conhecida como stop-motion, onde se filma cena a cena, movimento a movimento dos bonecos e cenários.
Usando um mote relativamente explorado em cinema e literatura - a troca de cartas entre personagens aparentemente incompatíveis - , o diretor extrai inesperada humanidade dos protagonistas da animação. E nos faz sentir, os espectadores, meros bonecos desarticulados, capazes de toda a desumanidade possível.
Mary mora na Austrália, tem mãe alcoolista e pai ausente, sofre humilhações na escola, tem um vizinho que perdeu as pernas na Segunda Guerra Mundial. Max mora nos Estados Unidos, em Nova Iorque. Obeso, transita de emprego em emprego e frequenta os Comilões Anônimos.
Por um desses acasos que podem determinar o destino de uma pessoa (no caso, o destino dos personagens-chaves da história), a mãe de Mary, cleptomaníaca não-assumida, foge do Correio após mais um de seus pequenos roubos.
Na fuga, a menina é levada pela mãe com uma tira rasgada da lista de endereços do Correio. Antes do roubo, Mary tinha escolhido na lista um nome para se corresponder.
Na companhia de um gato caolho e um peixe substituído de tempos em tempos, Max recebe a carta da garotinha, que vai se revelando e crescendo carta a carta. Ele encontra um estímulo para a vida na atenção que a menina lhe dedica, e lentamente se abre também.
A animação de Adam Elliot tem algo de grotesco, se comparada às produções da Disney, e agora da Pixar. As animações das duas produtoras, agora unidas num mesmo conglomerado, mantém a tradição de roteiros excelentes mas açucarados, para agradar a toda a família.
Já a "desanimação" Mary e Max carrega nos cenários monocromáticos, na dramaticidade das situações, nos descaminhos que a menina e o senhor percorrem ao longo dos anos, separados apenas pela caixa de Correio.
Fazia tempo que não chorava diante de uma tela. Mary e Max me fez derramar as lágrimas que andavam longe dos meus olhos.
12 de jun. de 2011
Segundas intenções de segunda

11 de jun. de 2011
O blog ultrapassou as dez mil visitas
10 de jun. de 2011
80 anos de João Gilberto - Uma homenagem animada
2 de jun. de 2011
"Fazer o bem sem olhar a quem"...
... que frase singular, né?Hoje em dia, a frase é bem outra:
"Ser 'do bem' sem olhar pra ninguém".
31 de mai. de 2011
20 anos de humor nos Salões da vida
27 de mai. de 2011
Mais uma menina que vem e que passa: Janaynna

Entre cliques em links e digitações nervosas na internet, descobri mais uma cantora nova: Janaynna.
Apesar desse nome, em que bastam letras dobradas para denunciar analfabetismo funcional travestido de originalidade, a curiosidade me venceu. E fui atrás de informações a respeito da moça.
As fotos na busca do Google, que me apresentaram à figura curvilínea da intérprete, já seriam suficientes para intensificar minha salivação por algum tempo, liberando cachoeiras de baba nunca dantes expelida.
Porém... há sempre um porém. Eu buscava as canções da sensação sertanejo-pop do momento, e não a musa da internet da semana. Respirando fundo e emitindo pigarro típico de homens confiáveis, descobri as músicas do CD “Ao Vivo em Campo Grande”.
Faixa a faixa, percorri os berros dos novos fanáticos pela nova cantora, nem tão nova assim, tendo gravado outros CDs antes desse. O hit “Sacanagem sua”, em que Janaynna expôe uma espécie de feminismo baladeiro, me chamou a atenção, entre diversas músicas nem tão diversas entre si.
A histeria dos fãs na gravação ao vivo, o repertório com pegada luanssantânica, não ofuscam a cantoria da matogrossense, agradável na maioria das músicas. Mesmo com as influências indeléveis das filhas de Madonna, o timbre de Janaynna é bonito.
Dando uma olhada em vídeos de Janaynna na internet, deu para concluir mais alguma coisa. Os atributos físicos da cantora não estão à mostra para esconder uma eventual falta de talento. E o pique do espetáculo, ligeiro como um carro de Fórmula 1, pode deixar o público sem fôlego, mas não é de um exagero vulcânico como o de Ivete Sangalo, por exemplo.
Resta saber se a paixão das massas pela neossertaneja será passageira. Mas isso só o tempo dirá. Tempo que corre diferente nas redes sociais da internet, nas baladas de fim de semana, nos desejos dos adolescentes, na anatomia das sex-simbols.
26 de mai. de 2011
Últimos dias para ver Benito Di Paula...
Detalhes aqui.
23 de mai. de 2011
Caricaturas que foram uma festa
E acabou nossa maratona de caricaturas ao vivo, no estande do jornal Tribuna Piracicabana.
Na última semana, no enorme espaço do Engenho Central, às margens do Rio Piracicaba, milhares de pessoas comeram e se divertiram nas barracas das entidades assistenciais da cidade.
Essas pessoas viram os espetáculos de dança e música. E visitaram os estandes das empresas, instituições, imprensa e secretarias municipais.
No estande da Tribuna, onde fiz caricaturas nas capas do meu jornal Caricaras, cerca de duas centenas de pessoas me honraram adquirindo exemplares do sétimo número.
Muitas dessas caricaturas nas capas já estão em perfis do Orkut. E sendo colocadas em molduras para enfeitar as paredes de quem as adquiriu, como já tive a chance de ver em diversas ocasiões.
Além do respeitável público, colegas e amigos passaram para deixar seus abraços e sorrisos.
Depois da maratona dos dias de Festa, só posso deixar meu muito obrigado aos que mantém acesa a chama do bom humor.
É uma felicidade trabalhar para gente tão receptiva e bem-humorada.
Até a próxima!
21 de mai. de 2011
Uma caricatura, a cobaia e seu algoz

18 de mai. de 2011
Um jornal que é a sua cara, pela sétima vez
O sétimo Jornal Caricaras marca presença a partir de hoje na Festa das Nações, no Engenho Central em Piracicaba, no estande do jornal A Tribuna Piracicabana. 11 de mai. de 2011
Livros ao vivo



7 de mai. de 2011
Um quase-torcedor do XV de Piracicaba

A primeira bomba: meus vinte anos de carreira como cartunista. A gente nunca acha que o tempo vai passar. E vem essa marca para confirmar as outras marcas que o tempo deixa na gente.
A segunda bomba: a ascensão do XV de Piracicaba à elite do futebol paulista. A gente nunca achava que o time sairia do repertório de piadas sobre times ruins.
6 de mai. de 2011
Mais um jornal que é a sua cara
Depois de seis edições e seis mil caricaturas nas capas, o Jornal Caricaras está de volta.Se você pensa que a capa do Caricaras é sempre a mesma, como a capa do novo número ao lado, está redondamente enganado.
Em breve, estaremos num evento tradicional de Piracicaba, com a sétima edição do jornal que ainda é a sua cara.