17 de fev. de 2010

Cartola afogado

Arnaud Rodrigues foi redator e personagem de humor na TV, principalmente junto a Chico Anysio.
Lançou discos (um deles com o clássico Vô Batê Pa Tu), apareceu na novela Roque Santeiro como o Cego Jeremias e no programa A Praça é Nossa.
E nos últimos anos de sua vida se torna cartola de futebol em Tocantins, e vai a pique junto com uma lancha - não num rio ou no mar, mas em um lago.
O destino de cada um é mesmo imprevisível. Como o final de uma piada.

19 de jan. de 2010

Depois ainda falam mal do Datena

O impacto dos desabamentos e mortes em Angra dos Reis foi substituído pelo espanto com o terremoto no Haiti. Mesmo assim, o Gugu Liberato tirou uma casquinha da tragédia brasileira, indo lá construir uma casa nova para uma desabrigada.

O que tem me deixado distante da televisão é a falta de simancol das emissoras, empenhadas em faturar audiência com a desgraça alheia, tanto em Angra quanto no Haiti.

Revoltante a atitude de uma repórter global numa tentativa de resgate de vítima do terremoto. A intrépida jornalista empunhava um microfone, pronta a arrancar um depoimento da vítima perdida nos escombros.

Lembrei de outra atitude cretina de outra repórter global nas últimas Olimpíadas. A ginasta Daiane dos Santos, cercada de expectativas por uma conquista de medalha para o Brasil, não se saiu bem nas competições em que participou.

Provas terminadas e resultados divulgados, lá foi a repórter da Globo colocar a ginasta no paredão: "Por que você perdeu?" Conformada com a derrota, Daiane respondeu o que uma pessoa sensata, mas triste, responderia numa hora dessas.

Não satisfeita, a repórter insistiu no interrogatório, talvez esperando uma lágrima ou um pedido de perdão ao povo brasileiro. Que não vieram.

Os departamentos de jornalismo deveriam se misturar aos departamentos de shows das televisões. No fim das contas, é tudo espetáculo mesmo.

15 de jan. de 2010

O humor do velho Chico

Tá aqui um pitaco sobre Chico Anysio que eu gostaria de dar desde o fim do ano passado. A natural dispersão das festas me impediu de dá-lo antes. Vai agora.

Vi na Globo o especial de Chico Anysio, o humorista mais amado do Brasil durante décadas.

Chico começou no rádio como redator de humor, teve músicas gravadas por intérpretes como Dolores Duran, inventou com Carlos Manga o programa em que se vestia de diversos personagens, sentiu o gosto verdadeiro da fama em sua onipresença na tela mais cobiçada pelos artistas, caiu no ocaso após ver seu último projeto, a Escolinha do Professor Raimundo, fora do ar.

A família do humorista esteve representada nos últimos anos na tevê por seus parentes: a sobrinha diretora Cininha de Paula, e principalmente Bruno Mazzeo, protagonista do Cilada, programa da TV a cabo que acabou ano passado.

Já o programa especial Chico e Amigos, conduzido pelo veterano Mauricio Sherman, trouxe vários personagens que o velho comediante um dia encarnou. Popó, Haroldo, Justo Veríssimo, Coalhada, contracenando com atores como Milton Gonçalves e Lima Duarte. O último bloco trouxe uma bela ideia: o Professor Raimundo numa sala de aula formada apenas pelos personagens de Chico, todos feitos por ele, numa combinação virtual bem interessante.

A imprensa e o povo elogiaram o programa. Ninguém disse o óbvio: o velho Chico não possui mais condições físicas de realizar um programa como os de antigamente. Era visível que suas vozes, outrora tão diversas nos vários personagens, reduziram-se a um sopro rouco invariável. E nenhum dos tipos se move em cena.

A idade e as limitações impostas por ela poderiam tornar qualquer crítica a Chico um exercício de incompreensão e crueldade. E o artista também tem todo o direito de querer voltar à arena onde um dia reinou absoluto.

Só que as novas gerações jamais olharão um programa de Chico Anysio atual, feito esse exibido pela Globo, e acreditarão que o idoso protagonista seja o gênio que seus pais e avós tanto assistiram em outros momentos. É o mesmo caso de Roberto Carlos, em seus especiais anuais.

Vemos essa turma mais pelo que foram do que pelo que são hoje, numa deferência (e reverência) por serviços prestados.

3 de jan. de 2010

Chega de rituais

Passei incólume pelo Natal e pelo Ano Novo. E pelo meu aniversário, um acontecimento do terceiro dia de cada ano. Meu estômago é um só; as celebrações, muitas.

29 de dez. de 2009

Igual de novo

No Ano Novo teremos eleição, Copa do Mundo, Roberto Carlos e Ronaldo no Corinthians, brigas entre países, televisões e famílias.

O cardápio de repetições , porém, não pára por aí.

A esperança num futuro melhor, o bom humor, o andar para a frente e o dinheiro no bolso para uma vida digna devem continuar também, com o primeiro ítem desta frase puxando os demais.

Que venha 2010!

11 de dez. de 2009

Quatorze cabeças pensam melhor que uma



Na foto, da esquerda para a direita, os seguintes elementos: Danilo, Giovanna, Vinicius Savoi, Érico, Nivaldo, Carlos Alberto, Daniel, Paulinho, Thais, Silvia, David, Lucila, Luciana e Carmelina. Faltaram o Luis e o Jorge.

Apesar dos olhos vermelhos, minha turma do curso de Radialista, que esteve religiosamente às terças e quintas de 2009 no Senac de Limeira, mandou muito bem.

Entre alunos e professores, orientadores e palestrantes, chuvas e trovoadas, salvaram-se todos.

9 de dez. de 2009

Mais uma voz ecoando no espaço

As chuvas continuam, os cães passam, a caravana passa e eu me formei locutor de rádio.

A formatura foi no Senac de Limeira, ontem à noite.

Não é uma notícia que abale as estruturas da sociedade, mas eu queria que os leitores deste espaço soubessem disso.

Obrigado pela atenção.

5 de dez. de 2009

Dois flagrantes de gentileza

1. Andando pelo centro da minha cidade, ia subindo até a praça central. Andando a passos largos, antes de atravessar a rua, quase ia topeçando num pedaço de madeira que impedia o caminho. Um cara magro, de cabelos brancos, surgiu do nada, e tirou a madeira da frente. Segui meu caminho, olhei para trás. Tanto a madeira quanto o inesperado benfeitor haviam sumido.

2. No fim de noite da última quinta-feira, fui a uma padaria bem animada com colegas de um curso cuja última aula tinha acabado, numa cidade da minha região. A padaria tinha gente saindo pela quadrilha e não pelo ladrão. Muita gente, enfim. Após meia hora, tive que ir embora à rodoviária, para voltar à minha cidade. Desci do carro da turma e corri para o ônibus. Lá, vi pela janela a turma me acenando em despedida. Eles tiveram a gentileza de ficar e verificar se eu não perderia o ônibus...

Haja coração, como diria o Galvão.

2 de dez. de 2009

A voz do Silvio

No momento em que digito estas linhas, meio mundo já deve ter falado e especulado sobre o locutor que trabalhou a vida toda junto a Silvio Santos.

No título da postagem, não me refiro à voz do Homem do Baú. Estou falando da voz que o dono do SBT empregava.

A voz de Luiz Lombardi Neto era inconfundível. Homem que uma apresentadora da Record, confiando demais em sua ignorância, chamou várias vezes, ao vivo, de Carlos Lombardi, este um noveleiro bobagento da Globo.

A mim, que acompanho de forma irregular o desempenho dominical do "patrão" e seu fiel escudeiro desde moleque, a morte de Lombardi causa estranheza. Primeiro, pela proeza de morrer dormindo. Segundo, pela fama num meio onde a imagem é tudo, ou quase.

O locutor mais famoso depois de Lombardi na televisão brasileira talvez seja Dirceu Rabello, atuante nas chamadas de todos os programas da Globo. A vantagem de Lombardi sobre o locutor global é que o primeiro era conhecido pelo nome.

Se você perguntar a um telespectador da Globo quem é Dirceu Rabello, terá uma interrogação no lugar da resposta. Lombardi tinha uma voz, mas tinha um nome também. Nome mais que conhecido pelas "colegas de trabalho" de Silvio Santos.

O empregador de Lombardi já declarou que o segredo de seu sucesso talvez fosse a voz. O empregado de Silvio também fez sucesso com a voz, mas não descobriu o segredo da fortuna, como seu patrão. Carinhosa ou ironicamente, o locutor do SBT deixa sua voz gravada no inconsciente coletivo de três gerações, de donas de casa a nerds incorrigíveis.

PS. A morte de Lombardi acontece na mesma semana em que concluo meu curso técnico de radialista locutor no Senac, em Limeira. Não sei se gostaria de ter a mesma voz empostada do falecido empregado do SBT, mas adoraria ter um emprego garantido pelo resto da vida, como o Lombardi. Aguentar um patrão como o Silvio já são outros quinhentos, mas não se pode querer tudo nesta vida.

30 de nov. de 2009

E coisa e tal

Há alguns dias, no curso noturno que frequento, um paquerador inveterado da nossa turma levou uma garota à classe, bem na hora do intervalo. Alguns gatos-pingados ainda estavam na sala.

A garota colocou a cara na porta, e o latin lover nos apresentou a ela: "Então. Estes são os alunos, esta é a professora..."

Fulo da vida por ter sido reduzido a uma coisa qualquer, sem direito a nome ou endereço, completei a frase do conquistador no ato.

"Pois é. E aquele é o computador, e estas são as cadeiras!"

O pessoal riu. E o nosso colega cheio de amor pra dar pensará duas vezes antes de chavecar as minas perto dos colegas. Ou perto de mim.

16 de nov. de 2009

O que um abridor de latas (e um velho bêbado) podem fazer com um ser humano

Domingão, e eu sentado na Rua do Porto, em Piracicaba, fazendo caricaturas de quem passasse por mim.

Um dos que passaram por mim quis ficar.

Foi só dar atenção às palavras do passante, influenciadas por algumas latinhas de cerveja, que o tal sentou praça perto de mim.

Após uma saraivada de elogios superlativos ao desenhistas em geral, o senhor encervejado resolveu proclamar as qualidades dos canhotos. Ele havia percebido que eu rabiscava com a mão esquerda.

O sinhôzinho era canhoto como eu, mas não desenhista. E fez o favor de estragar meia dúzia de papéis do desenhista aqui, garatujando um fusca com cara de monstro do lago Ness.

Cabia a mim concordar com o meu interlocutor ou jogá-lo no rio Piracicaba, cuja margem estava próxima de mim.

Enquanto o senhor expunha a frustração em não ter sido ungido pelo dom do desenho, meu rosto esboçava uma expressão contrariada. Canhoto costuma ser do contra mesmo.

Aliás, quando eu disse pela primeira vez em casa que era canhoto, minha falecida avó persignou-se e proclamou que canhoto era sinônimo de coisa-ruim.

Ser canhoto era ser diferente, uma aparente vantagem. Aparente.

Abrir latas, por exemplo, não era uma situação agradável no meu cotidiano. Não podia abrir uma sem que minha querida mãe não soltasse um berro, aquele berro ardido de mãe zelosa, e me dissesse "para abrir a lata direito". Direito é que eu não era! Ia mais pelo esquerdo mesmo.

Voltei à terra e ao discurso do velhinho. Cá com meus botões, pensei em como seria bom que o tempo passasse depressa e levasse aquele senhor. Acabada a catilinária, por absoluta ausência de outros assuntos, ele pediu desculpas por me alugar e azulou dali.

Minutos depois da fuga tropeçante do meu inesperado interlocutor, consumei uma saída pela esquerda.

13 de nov. de 2009

Caricaturas ao vivo o dia todo

No sábado, 14 de novembro, será na Livraria Nobel Megastore, Shopping Piracicaba. Estarei lá desenhando o povo das onze da manhã às dez da noite.

No domingo, 15 de novembro, será na quarta Festa do Peixe e da Cachaça, no Barracão do Turismo, na Rua do Porto, também em Piracicaba. Será a partir das onze da manhã.

Quem puder, apareça!

12 de nov. de 2009

Assento sagrado

Outro dia, eu reclamava das pessoas que, ao me verem nos ônibus em pé, cediam um lugar para que me sentasse. Meu orgulho fervia, mas sempre respirei fundo e agradeci a gentileza.

Hoje, aconteceu a mesma coisa. Mas tenho uma nova hipótese para a gentileza repetida das pessoas em me ceder um assento no ônibus lotado.

Não, não são os olhos verdes e nem o charme deste cidadão. Nem alguns fios de barba precocemente brancos, nem outras explicações menos lisonjeiras.

O motivo das pessoas me darem um lugar no ônibus é o fato de eu portar uma agenda. Aos olhos delas, o livro parece... uma bíblia.

Se não tenho meu lugarzinho garantido no latifúndio celeste, carrego sempre a esperança de encontrar um assento no ônibus de ocasião para o centro da cidade. E levo junto a agenda com cara de livro sagrado, que eu não sou besta.

11 de nov. de 2009

Apagão!

A essa altura, todo brasileiro deve ter a sua história do apagão. Também tenho a minha.

Voltei do meu curso noturno das terças e quintas mandando tudo para o quinto dos infernos.

Já não basta o inferno do calor durante o dia, e a gente ainda tem que encarar o inferno das luzes apagadas, sem aviso e sem piedade.

No inferno, que eu saiba, pelo menos tem umas fogueirinhas acesas, prontas para iluminar o ambiente.

No apagão de ontem à noite, nem isso havia.

Havia, sim, uma multidão de cabeça quente, sem gasolina nos carros, porque os postos estavam sem energia, e sem entender a situação inaceitável que se apresentava bem ali, diante de nossos narizes.

Cheguei em casa quase apagando, e achei uma vela na cozinha, graças a meus iluminados pais.

Hoje há energia de novo. E há um desejo de acender uma vela a quem nos comanda.

Se o ato não servir para iluminar as consciências dos mandatários, que sirva para iluminar o ambiente no caso de um novo apagão. Já não basta termos, com o nosso voto, que segurar vela para uma imensa maioria de incompetentes eleitos por nós mesmos.

Amém.

30 de out. de 2009

Isso se parece comigo?






Além das caricaturas ao vivo em eventos, como as feitas no Salão de Humor de Piracicaba, faço caricaturas por encomenda.

Nas caricaturas encomendadas, as pessoas posam em situações engraçadas ou inusitadas, junto a familiares ou mascotes, namoradas ou namorados, amigos ou amigas.

Acima, dois exemplos dessa modalidade da caricatura pessoal. E quem quiser que peça a sua, é só me mandar um e-mail.

26 de out. de 2009

A festa do gordo

Gordo é o principal personagem de uma turma que estrelou doze livros, escritos por João Carlos Marinho. Ele é o autor de O Gênio do Crime, clássico da literatura infanto-juvenil que completa 40 anos em 2009.

No último sábado, a editora Global, que publica a série do gordo, promoveu uma festa para comemorar o aniversário do livro inicial da série, que já ultrapassou as sessenta edições, e continua no imaginário de muita gente por aí, incluindo este que vos digita.

A festa se deu na Fnac de Pinheiros, em São Paulo. Começou às duas e meia da tarde. No segundo andar da livraria, lá estava o escritor, sorridente como nunca, autografando seus livros para a molecada.

Embora as editoras hoje tenham esquemas poderosos de divulgação nas escolas, parte significativa do sucesso do livro O Gênio do Crime se deu de forma espontânea. Crianças liam e gostavam, professores liam e adoravam, e um fã-clube do escritor atravessa gerações desde 1969.

Após os autógrafos, que continuaram mais tarde, as crianças, pais, curiosos e convidados subiram ao último andar da livraria, onde seria exibido um trecho do filme O Detetive Bolachão contra o Gênio do Crime, adaptado da obra mais famosa do autor.

Na sequencia, depoimentos de leitores escolhidos pelo autor contavam do impacto que o livro aniversariante teve em suas vidas.

Havia professores, uma estudante de jornalismo, um aspirante a cineasta, o próprio dono da editora de João Carlos Marinho e até uma ex-babá dos filhos do autor que se tornou professora, responsável pelo depoimento mais marcante da tarde. Quando trabalhou na casa do escritor, a babá lia os rascunhos da obra enquanto estava sendo escrita. Rascunhos resgatados do lixo do escritório... Uma surpresa completa para o autor, e para o público também.

Assim como a ex-empregada, os outros depoentes tiveram sua vida profissional determinada pelo encantamento causado na infância pelo Gênio do Crime. E não conseguimos segurar a emoção. Eu, que tive o privilégio de ser o primeiro a falar, engasguei, repeti palavras, quase chorei. Mas tive a alma lavada, pois todos os outros que falaram sobre o livro não seguraram a emoção.

Após os depoimentos e as perguntas da molecada que lotava o auditório, um coquetel foi servido aos presentes. E tive a chance de conhecer o músico e compositor Beto Furquim, filho do autor, primeiro e exigente leitor dos livros de João Carlos antes de chegarem às livrarias.

O toque final da festa se deu com a distribuição do fac-simile da primeira edição de O Gênio do Crime, publicada pela editora Brasiliense, em 1969, dentro da coleção Jovens do Mundo Todo.

A edição da Brasiliense apresenta um texto com algumas variações, diferente de edições posteriores publicadas pela editora Obelisco, e em formato de bolso, pela Ediouro. O autor optou por uma linguagem mais coloquial, opção que defende num ensaio ao final da obra. A irreverência e a vasta cultura de João Carlos Marinho já valem o texto. Pena que a edição fac-similar, ao que pareceu, teve circulação restrita à festa do último sábado.

Festa acabada, e a carreira do livro O Gênio do Crime não acaba por aí. As gerações seguintes certamente terão contato com o humor e a inteligência da turma do gordo. Como eu tive.

23 de out. de 2009

Trabalho, muxoxos e Bob Dylan

Minha ausência anda gritante neste espaço. Tenho aparecido só pra dizer que ando ausente.

Tenho feito a tira diária para o Jornal de Piracicaba. E circulado por todo lado, fazendo e entregando caricaturas encomendadas.

Nas folgas, reclamo do horário de verão e do próprio verão.

Em casa, durante o almoço, vejo alguns trechos de um documentário de Martin Scorsese sobre Bob Dylan. Aproveitando a deixa, já encomendei um CD do compositor (não vou baixar na net, não).

Como veem, em breve, muito breve, teremos bastante assunto por aqui. Até mais.

19 de out. de 2009

Dias melhores? Verão

Você acorda numa certa hora, todo dia.

E vem o governo e determina que seu relógio biológico não apita nada, e que importante mesmo é economizar energia.

Só que o horário de verão nos faz gastar mais energia, com essa história de acordar uma hora mais cedo.

Quando você começa a se acostumar com o fato de que acordar mais cedo pode fazer bem pra saúde, vem o fim do horário de verão.

E você, que já escangalhou seu relógio biológico, e que gostaria de fazer o mesmo com o despertador que te obriga a levantar uma hora mais cedo, tem a ilusão que ganhou uma hora a mais de sono.

Governos de qualquer espécie é que nos fazem perder o sono. Com ou sem horário de verão.

16 de out. de 2009

Matusalém precoce

Eu no ônibus, em pé. Indo para o centro da minha cidade.

Perto de mim, sentada, uma menina de uns dez anos.

Ela me viu e falou:
- Pode sentar aqui, senhor!

Do alto dos meus trinta e três anos, recusei e agradeci. Mas continuei em pé, até o fim do trajeto.

Desci do ônibus e cheguei a uma conclusão constrangedoramente óbvia. A cada dia, se fica cada vez mais velho.

Mas engatei outra conclusão de igual quilate em seguida.

Envelhecer, tudo bem. Mas não precisava ser tão rápido!

15 de out. de 2009

Depois do recorde...

... e da tiragem esgotada do Jornal Caricaras 5, vem aí a sexta edição, a sair neste fim de semana.

Vá ao Salão de Humor de Piracicaba, cuja edição 2009 se encerra neste fim de semana, e leve o seu jornal novinho em folha pra casa. Com sua caricatura na capa, é claro.

Até lá!