31 de mai. de 2009

Escolhendo humor

No dia primeiro de junho, fui mais uma vez jurado do Salão Universitário de Humor de Piracicaba.

O salão, coordenado pelo caricaturista Camilo Riani, é realizado todo ano pela Universidade Metodista de Piracicaba.

O homenageado e criador do cartaz de divulgação é o premiado professor universitário e cartunista DaCosta.

O Salão Universitário será aberto na próxima sexta-feira, 5 de junho, no Campus Taquaral da Unimep. Estarei na abertura desenhando caricaturas ao vivo.

Vale a pena uma visita ao Salão, que a cada ano tem trabalhos cada vez melhores. E divertidos.

28 de mai. de 2009

Caricaturas em Sampa

Estarei lançando o número 4 do Jornal Caricaras em São Paulo, no próximo sábado, dia 30 de maio, a partir das 16 horas.

O lançamento será na Associação Cultural Rio Verde, na Rua Belmiro Braga, 119, na Vila Madalena, próximo ao cemitério São Paulo, na capital paulista.

Estarei fazendo caricaturas nas capas dos exemplares do Jornal. Essa será uma das atrações da tarde de lançamento da Rádio da Associação.

Desde já, fica o convite aos amigos e colegas.

Aqui, um mapa de acesso ao local.

E aqui, uma nota no site Universo HQ sobre o lançamento. Vai um agradecimento ao Sidney Gusman por prestigiar este trabalho desde a primeira edição.

22 de mai. de 2009

Zé Rodrix

Conheci o trabalho do músico ouvindo "Ilha da Higiene", que ele fez para o especial infantil Plunct-Plact-Zuum, da TV Globo, nos anos 80.

Como muita gente, também ouvi essa maravilha chamada "Casa no Campo". Depois, meu irmão comprou o CD do grupo Joelho de Porco, Saqueando a Cidade, e o solo I Acto. Trabalhos e concepções diferentes, o humor e a poesia em momentos distintos. As duas vertentes se uniram em "Quando será".

Já no novo século, com a febre das listas de discussão na internet, tive contato com a língua ferina e sensata do artista. Cheguei a visitá-lo em sua casa, ele sempre trabalhando freneticamente, sempre gentilíssimo.

No final do ano passado, seu parceiro Guarabyra me convidou para criar a capa do CD de Sá, Rodrix e Guarabyra ainda inédito.

Meses depois, ouvi na Rádio USP FM uma série de programas especiais, conduzidos pelo jornalista Toninho Spessotto, sobre vida e obra do compositor. O homenageado tocou sucessos e canções inéditas. "Onde os anjos não ousam pisar", parceria recente com Etel Frota que ele tocou no programa, me arrepia até hoje.

Cruzei com Zé a última vez neste blog. Ele mandou um e-mail comentando o artigo sobre a Banda Calypso.

E foi só. O que pra mim já é muito.

Tchau, Zé Rodrix.

(O desenho acima é uma caricatura de Sá, Rodrix e Guarabyra, feita por mim pouco depois do retorno do trio. Guarabyra adotou este desenho como ilustração para sua seção de crônicas em um site na internet)

20 de mai. de 2009

80 anos de Johnny Alf

Parabéns ao querido músico que me embalou tantas vezes em tantas canções.

O jornalista Pedro Alexandre Sanches rendeu as devidas homenagens ao mestre, aqui. O melhor texto que li até hoje sobre o compositor e cantor.

Também tive a honra de visitar e conhecer Johnny Alf. O registro da visita está aqui.

13 de mai. de 2009

Cheirando mal

Estava ontem em São Carlos, procurando um ônibus para a rodoviária da cidade. Andava debaixo de um sol a pino que já me deixava pinel.

Entrei num quarteirão de lojas chiques, uma atrás da outra. Na primeira esquina, senti um cheiro de estrume. Olhei em volta e não tinha nenhum sinal de esgoto entupido, proximidade de um jóquei clube ou mesmo cocô de cavalo espalhado na rua.

Ando pensando demais em metáforas sociais. Pobres limpos, ricos fedendo, esses lugares-comuns. Sol demais na moleira realiza prodígios nos meus neurônios classe-média.

12 de mai. de 2009

Caricaturas por aqui e por aí

Em duas semanas, fiz caricaturas ao vivo em lugares diferentes.

Na quarta passada, houve a abertura da exposição dos trabalhos do SketchCrawl Piracicaba, no Sesc da cidade.

A mostra abriu com uma palestra do caricaturista Camilo Riani. Na sequência, houve minha performance caricaturando os visitantes.

No último domingo, Dia das Mães, estive em Turiúba, a 120 quilômetros de São José do Rio Preto.

A prefeitura da cidade me chamou para fazer caricaturas das mães, numa tenda armada especialmente para a ocasião. Claro que os filhos e netos e pais também ganharam seus retratos bem-humorados.

O domingo em Turiúba marcou o primeiro lançamento público do quarto número do Jornal Caricaras, em cujas capas desenho as caricaturas do público.

Em breve, tem mais caricaturas ao vivo por aí. Fiquem de olho na agenda deste blog.

8 de mai. de 2009

Cantadas no Faustão?

Tem música minha no site da Garagem do Faustão.

Não sou sertanejo ou brega, não sou pop, não faço rap, não tenho o sorriso do Gianecchini ou as pernas da Ivete Sangalo.

Mesmo assim, se quiserem votar em mim, a família agradece.

7 de mai. de 2009

Cantadas exóticas

Gosto de cantores e cantoras, compositores e compositoras, de vozes exóticas, irritantes, caricaturais ou tonitruantes. Ou tudo isso junto e multiplicado por milhões.

Vou lembrar de alguns, e vocês procuram essa turma no Google. Ou em suas lembranças.

Kate Bush. Mario Reis. Guilherme Arantes. Ivan Lins. Lamartine Babo. Ary Barroso. Nando Reis. Carmem Miranda. Moacyr Franco. Johnny Alf. Cazuza.

Benito Di Paula. Tião Carreiro. Pardinho. Sergio Ricardo. Francisco Alves. Vicente Celestino. João Donato. Sting. Herbert Vianna. Mallu Magalhães. Paulo Caruso. Lady Zu.

Tati Quebra Barraco. Carlinhos Brown. Tom Jobim. Joelma. Dalva de Oliveira. Vassourinha. Orlando Silva. Nélson Gonçalves. Lô Borges. Adriana Calcanhotto. Moreira da Silva.

E outros etcéteras. Que não incluem o Caetano, sinto muito.

29 de abr. de 2009

O Lobato da minha geração

João Carlos Marinho é o escritor de O Gênio do Crime, livro que me despertou para o humor.

Muita gente leu a obra quando criança, como eu. Num tempo de inexistência do modo politicamente correto de ser, o livro tinha crianças agindo e pensando com a própria cabeça, para desvendar a identidade de um falsificador de figurinhas de futebol.

O ritmo alucinante das frases, a construção das piadas, a cooperação entre adultos e crianças para se resolver problemas, tudo isso marcou a minha personalidade para sempre.

Anos depois, em 1999, procurei João Carlos Marinho para um papo em São Paulo. Para minha felicidade, constatei que o homem de olhos azuis à minha frente era o espelho de seus livros: brincalhão, cultíssimo, fanático por futebol.

Voltei outras vezes ao seu convívio. Um de seus últimos gestos com este cartunista foi o envio do arquivo em Word do seu livro Assassinato na literatura infantil, meses antes de ir às livrarias. Também fez o prefácio para um livro criado por uma molecada, em oficina coordenada por mim.

Neste ano, o livro O Gênio do Crime faz quarenta anos. Como da primeira vez em que conversamos, puxo uma salva de palmas ao escritor que alegrou meus dias de moleque.

26 de abr. de 2009

Nomes aos bois, apelidos aos bezerros

Outro dia me queixei dos meus interlocutores telefônicos. Esse pessoal não me ouve direito e repete variantes do meu nome de batismo. Não xingamentos, mas corruptelas. Se bem que dizer "corruptelas" já parece um xingamento. Mas não é disso que quero falar.

Nos dias atuais, me dou ao direito de reclamar em voz alta. Resmungar, jamais. Se há algo que aprendi nesta vida malvada, é que o simples ato de se queixar não garante direitos ao reclamante. O ato exige ouvidos atentos a tal proeza. Se reclamada em altos brados, melhor ainda. O respeitável público pode até reclamar do volume do reclamão, mas jamais o ignorará.

Uma volta no tempo reforçou essa convicção. Dos sete aos vinte e cinco anos, fui um cidadão tímido de doer. Descontado o fato de que eu preenchia o tempo disponível preenchendo cadernos escolares, ora com lições de casa ora com gibis de próprio punho, não me dava ao luxo de abrir a boca para dizer gato, quanto mais para chamar um.

Essa timidez me protegia do mundo, mas o mundo não queria saber de me proteger. Na escola, eu era chamado de todos os nomes possíveis. E dá-lhe apelidos, os mais criativamente perversos. Bem mais criativos que meus próprios gibis, desenhados com esferográfica preta.

Passados vários anos, eu ia ao curso de Radialismo, especialização em locução, vejam vocês o progresso do tímido aqui. Duas colegas de sala me davam carona, e uma delas se referiu a um tal Bullyng. Perguntei o que era. Ela me respondeu descrevendo a prática do parágrafo acima. Já perdoei os algozes involuntários da minha infância, mas ignorava o estrago que o Bullyng causa em outras crianças.

Essa história de dar nome aos bois sem consultá-los marca mesmo. E a marca pode ser eterna, feito um nome na certidão de nascimento.

Eu na Monet

Todo mês a revista Monet (ed. Globo) convida um cartunista diferente a criar um final alternativo para um filme conhecido. Na edição de maio, fui o escolhido para a tarefa.

A Monet chega às bancas nesta semana.

22 de abr. de 2009

Qual é a sua graça?

Elegante esse modo de se dirigir a alguém. Perguntar qual é a graça dele. Um modo cheio de modos. Se bem que os mais novos, que se cumprimentam com sequencias de socos e códigos indecifráveis, trocados de tempos em tempos, podem achar que estão sendo zuados (com "u" mesmo). E podem rebater na lata: "Graça, mermão? Tá pensando que eu sou palhaço?"

Quanto à minha graça, ela tem acento na primeira letra. Desde que tirei minha carteira de identidade, entretanto, não há um documento meu com o dito cujo. Independente de reformas ortográficas presentes e futuras, fui registrado com o tal apêndice torto na primeira letra do meu nome. Quero ele até o fim, o meu fim. Por ora, ainda não há assento possível ao meu acento.

Pior que tudo isso, e sempre tem coisa pior, é a turma analfabeta que insiste em me nomear errado. Principalmente ao telefone, quando me identifico, e meu interlocutor repete errado.

Para todos os efeitos, meus codinomes involuntários ficaram sendo, entre inúmeras variações desvairadas, Eurico, Edson, Égon. É a tal preguiça que assola o país. Preguiça de pensar, de ouvir, de falar, de existir. Principalmente, preguiça de acentuar nomes alheios. Para esses surdos de pai e mãe, já tenho um nome na ponta da língua. Um nome nada bonito, por sinal.

20 de abr. de 2009

Um jornal que é a sua cara


Faço um jornal de humor chamado Caricaras. Sai de seis em seis meses, desde o final de 2007. Desenho e escrevo o jornal inteirinho.

Na capa de cada exemplar do jornal, há um espaço vazio, quase a capa toda. Nela, desenho a caricatura da pessoa que recebe o exemplar. Assim, nenhuma capa é igual à outra.

A quarta edição do Caricaras terá lançamentos a partir de maio, em várias cidades. Nas ocasiões, estarei pessoalmente desenhando as capas para o público.

Mais sobre a trajetória do jornal aqui.

(Foto com o jornalista José Trajano, da ESPN, e sua cara na capa do Caricaras, em 2008)

19 de abr. de 2009

Eu no Bis - 2

Pra quem não viu a animação do João Gilberto, ela está no blog-portal Bis, aqui.

O velhinho merece. Ser sacaneado inclusive.

18 de abr. de 2009

Brincando de DJ

Fui convidado pelo Dafne Sampaio, do site Gafieiras, a escolher e comentar minhas cinco músicas favoritas da semana para a coluna CincopraUma.

Para alívio dos leitores deste blog, a Banda Calypso não entrou no meu Top Five. Mera distração.

Leia a coluna do Gafieiras aqui.

15 de abr. de 2009

Eu na MAD - 4

A revista MAD segue firme e forte nas bancas, pela editora Panini.

A capa da edição 13 anuncia uma sátira à recente Reforma Ortográfica, com direito a professor Pasquale e tudo.

Nesta edição, criei uma série de cartuns sobre objetos inanimados que se mostram bem mais animados que de costume...

A revista MAD 13 está nas bancas, por seis e noventa.

Ai que medo

Eu tenho medo de montanha-russa.

Deixei de ir a parques de diversão por causa disso. Como bom capricorniano, gosto de ter os pés bem firmes no chão. Não no chão do carrinho da montanha-russa. O chão da Terra está em movimento permanente, mas faz a gentileza de não me alarmar sobre o fato de estar em movimento.

Tenho medo de atravessar a rua.

Já deixei de andar de mãos dadas com papai e mamãe há tempos. O problema é que os pais da gente envelhecem, as ruas levam camadas insatisfatórias de remendos de piche a todo instante, e a gente tem que se acostumar a andar de mãos dadas com nosso anjo da guarda. Eu até acredito em anjo da guarda. Difícil é acreditar que os carros, caminhões e demais veículos de transporte respeitarão os sinais de trânsito.

Tenho medo de ser assaltado.

Já fui assaltado. Eu voltava de um banco onde acabara de fazer um depósito. Cercado por uma dupla de caras fechadas numa rua vazia, entreguei uns trocados a eles e me mandei cinquenta quarteirões adiante. Já fui dezenas de vezes a São Paulo e percorri ruas inóspitas do Rio de Janeiro ano passado. E fui assaltado logo na rua da minha casa...

Eu tenho medo e tenho medos, como todo mundo. Mas meio mundo é que tem o maior dos medos: o de admitir que tem medo.

9 de abr. de 2009

Paulista opina sobre nova lei do Serra



PS.: No dia seguinte a esta postagem, vi outra charge com a frase acima, mas quem a dizia era um cigarro. Quem "levou fumo" agora fui eu, o chargista de ocasião.

Desenhos para crianças

Abaixo, ilustrações infantis recentes para o Jornal de Piracicaba. Clique nelas para aumentá-las.