6 de dez. de 2014

20 anos sem Tom Jobim

Tanto tempo passou, finalmente consegui fazer uma caricatura dele.




24 de nov. de 2014

A artista do invisível

Uma coisa puxa a outra. Uma arte puxa a outra. E uma pessoa puxa a outra. Foi assim com Malu Bragante.

Tomei contato com o trabalho da artista de Campinas por meio do guitarrista Alexis Bittencourt, que tocou com Johnny Alf, o precursor da Bossa Nova. Alexis lançou o DVD e o show-tributo "Luz Eterna", com os clássicos do mestre.

Nos segundos finais dos clipes do projeto de Bittencourt no YouTube, havia um desenho simples e expressivo com os integrantes do trio. Linhas brancas sobre fundo preto. Mais uma sugestão de ambiente, de clima, que necessariamente um retrato realista de três pessoas tocando. E as linhas pareciam ser uma só. Uma linha envolvendo os instrumentistas, sugerindo a simbiose, a comunhão entre bons músicos.

E música parece ocupar um tanto da alma de Maria Luisa Bragante, autora do desenho do DVD do guitarrista de Johnny Alf. Impossível a ela ficar imune à atmosfera sonora: tendo pai músico, também tocou piano. Confirmando sua afinidade com espaços e sons, Malu elaborou as ilustrações do CD "Lancelot's Adventures", de Marcelo Onofri e seu quarteto. Na série "Páginas Viradas", a artista usa partituras como suporte para as linhas que sugerem a presença dos executantes da música. A música que ela guarda no coração.

Malu tem um coração que pulsa com a música, nem sempre de forma contemplativa. Sorve a canção, participando dela. Transita pelas notas com sua dança. Ex-bailarina, sabe do que sente. E captou essa dança com uma série de desenhos do ano passado, onde mostra principalmente a ação de seres pulsantes, calorosos, em movimento sugerido por melodias invisíveis, da cintura pra baixo. Em preto e branco, num minimalismo quase invisível. E o que é a música, senão o invisível presente em nossos ouvidos?

Claro que há outros trabalhos, outras técnicas, outras abordagens, no universo amplo que Malu Bragante nos oferece. Esse universo está à espera de uma audiência maior, que pedirá outras manifestações da artista. Porque uma obra puxa a outra, e todas as obras formam uma obra única. A obra-prima de uma vida.

22 de nov. de 2014

Dia do Músico

A música e os músicos sempre desempenharam um papel fundamental em minha existência.

Quando o chão parecia faltar - e tem faltado mais assiduamente em momentos recentes - havia o bálsamo das canções do repertório nacional.

Com o passar dos anos, fiz muitos trabalhos em parceria com cancionistas e intérpretes: caricaturas para cantores e compositores que admiro, design gráfico para CDs de artistas clássicos e recentes da MPB (cujas capas estão ao lado).

Feliz Dia do Músico, gente querida! 

17 de nov. de 2014

Des(d)enho de humor

O Brasil é o país dos genéricos. Isso se aplica muito bem às profissões ligadas às artes. No caso do desenho de humor, mais ainda. Se é que ainda existe desenho de humor. Se é que algum dia existiu isso no país.

Humor é um artigo raro hoje em dia. Desenho e desenhistas existem às centenas. E existem centelhas de humor nesses desenhistas. Mas não a ponto de os qualificarem como "desenhistas de humor".

"Cartunista" o que é? Desenhista de cartuns. O que é cartum, exatamente? Nem jornalistas sabem. O que sabem é que há ilustradores, infografistas. É recorrente a pergunta sobre a diferença entre charge, cartum, caricatura e quadrinhos, conhecidas categorias do humor gráfico, estabelecidas em salões de humor.

É uma pergunta que qualquer praticante do humor gráfico responderá a vida toda. E que jamais será compreendida pelos perguntadores de plantão. Porque não querem. Porque não consideram o desenho de humor algo tão relevante quanto, por exemplo, as abstrações inócuas com bulas irrelevantes das artes plásticas contemporâneas.

Desenho não é necessariamente ilustração. Ilustração com legenda não é necessariamente cartum. Cartum com situação social que pode ser atemporal não é necessariamente charge. Caricatura da Dilma não é charge. Retrato plasticamente dotado de uma técnica espetacular não é necessariamente uma caricatura. Porque caricatura tem humor.

E o humor, onde anda, nesse nosso tempo? Se alguém achá-lo, por favor, me chame. Porque ele anda longe de nós, seres de um século novo. E longe do desenho. Ué, mas "desenho" não é animação? Oh, dúvidas cruéis.

28 de ago. de 2014

Deu flor!

Chegou minha amiga e perguntou: 

- Me ajuda a inventar uma roupa nova pro meu filhote?

Ajudei.

A amiga é a Fernanda Sander. 


A "roupa nova" é o novo design gráfico da capa e encarte do "filhote". 

O "filhote" é o CD Para dar flor, do selo Pé de Poesia.

Para adquirir essa lindeza de CD para crianças de todas as idades, fale com a Fernanda: contato@pedepoesia.com.

19 de jul. de 2014

30 de jun. de 2014

Dois retratos bem-humorados...

... da cantora Marina de la Riva e do jornalista musical Ricardo Schott.

25 de jun. de 2014

19 de jun. de 2014

Chico Buarque, 70 anos

- Primeira canção que me marcou do Chico Buarque: APESAR DE VOCÊ (versão do compacto censurado e recolhido nos anos 70).

- Último disco que ouvi dele: CHICO (de 2011, com novas composições, que os velhos fãs do autor de A BANDA costumam abominar).

- Canção que mais aprecio dele: ATÉ O FIM (do disco da samambaia, de 1978).

- Pessoa que aprecio mais que o Chico: MINHA MÃE, que nasceu no mesmo dia que o artista (sem ela, por motivos óbvios, eu jamais tomaria conhecimento da existência do Chico - e de qualquer outro artista do mundo).

16 de jun. de 2014

Noel e Elis no Rio

Noel Rosa e Elis Regina: minhas caricaturas que estarão na mostra CARICATURISTAS PAULISTAS, SAMPA AQUI, da I Bienal Internacional da Caricatura. 

A mostra acontece no Rio de Janeiro, a partir de 18 de junho, no Centro Cultural Solar de Botafogo (Rua General Polidoro, 180). 

Quem puder, apareça!