16 de jun. de 2014

Noel e Elis no Rio

Noel Rosa e Elis Regina: minhas caricaturas que estarão na mostra CARICATURISTAS PAULISTAS, SAMPA AQUI, da I Bienal Internacional da Caricatura. 

A mostra acontece no Rio de Janeiro, a partir de 18 de junho, no Centro Cultural Solar de Botafogo (Rua General Polidoro, 180). 

Quem puder, apareça!

25 de abr. de 2014

Esses dois peixes - Leco e Peixot - estrelaram minha primeira tira de quadrinhos regular em jornal, de 1990 a 1992. 

O rio ao qual o Leco se refere é o Rio Piracicaba, aquele da canção do Tião Carreiro.

Na mais recente e intensa seca de verão, retiraram-se do leito do rio dezenas de pneus e outros entulhos, fazendo da cidade manchete nacional.

Tantos anos depois, o peixe fala da sua casa, hoje a casa-da-mãe-joana, em vez de continuar sendo a casa construída pela Mãe Natureza.

17 de abr. de 2014

Amiga da infância

"Escute esse CD aqui", foi o pedido da amiga cantora. Olhei a capa, com um gato de óculos escuros, um tubarão, um lobisomem, um fantasma e um bebê.

Velho apreciador de músicas, histórias e arte feitas para crianças, peguei o encarte e comecei a abrir. Eram cores e colagens e letras pedindo para serem apreciadas.

Pedido atendido. Fui ao site da banda Éramos 3, do CD Quando eu crescer. Todas as canções para baixar, com encarte e tudo. E o velho admirador da arte infantil atendeu ao desejo seguinte: ter o CD em mãos.

Encomendei numa dessas lojas virtuais, três dias depois chegou o presente. A satisfação, igual à que tive quando ganhei um Playmobil circense, na passagem dos meus nove anos.

A curiosidade aumentou. Quis saber quem tinha feito as músicas, os versos, o encarte do CD. De onde vinha tanta singeleza, simplicidade e bom humor. O YouTube me ajudou, o Google também.

Éramos 3 era uma banda de amigos que geraram um único CD, criado e desenvolvido ao longo de vários anos. Em incontáveis fins de semana. Desses que os muito ocupados usam para brincar de arte. E como crianças, brincarem com toda a seriedade.

De fim de semana em fim de semana, a feitura do CD teve um fim. Fabricado, ganhou vida de verdade quando ganhou o Prêmio de Música Brasileira, em 2011, competindo com gigantes da canção para crianças. Um grupo mineiro, meio quietinho, que talvez se considerasse um Pequeno Polegar nessa história. E a cantora e compositora do grupo, a Fernanda Sander, tratou de arrumar um vestido chique para a entrega da honraria no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Inquieta, sapeca e levada da breca, a professora de português e de musicalização tem origem paranaense, foi educada em Minas Gerais, morou em Piracicaba e agora bate cartão em São José dos Campos.

Em todos esses lugares, Fernanda espalharia seu cancioneiro, em CDs produzidos com seus alunos, nas escolas onde deu aulas. As experiências em sala lhe deram o impulso para o canto, as composições, a voz própria. Um trabalho autoral totalmente comprometido com o desenvolvimento de uma voz própria para seus pequenos.

Depois de alguns espetáculos de grande aceitação em solo mineiro, o Éramos 3 alçado à condição de popstar local, crianças parando Fernanda na rua para sorrisos e autógrafos, eis que a brincadeira acaba. Agora era apenas uma, a Fernanda.

E como a brincadeira - e o espetáculo - jamais podem parar, ela olhou a última canção do CD do grupo - Pé de Poesia - e a fez o nome de seu projeto-solo, reunindo tudo o que já oferecia à molecada. Músicas, oficinas, versos, shows. O fruto inicial desse Pé saiu em 2013: o CD "Para dar flor".

No mesmo ano, a singeleza e a suavidade da compositora para crianças tiveram voz num disco "adulto": "Baladinhas de amor e dor de cotovelo". Nada de amores fracassados, nada de amargura autocomplacente, nada de sentimentos arrevesados.

Por mais que o amor seja uma caixinha de surpresas, feito certas partidas de futebol, Fernanda aposta nos momentos plácidos das relações (No silêncio solto do meu coração), no otimismo (O nosso amor dá certo), nas metáforas e nas imagens dos sentimentos (Tabela periódica, Lado A e lado B), na afirmação da ternura (Te procuro, Benzinho).

A diversidade de gêneros musicais do CD, como o blues, que podem até sugerir maiores conflitos ou situações descritas de forma mais incisiva, apenas reforçam a vitalidade de uma artista de voz muito pessoal. A voz da Fernanda.

Seja para crianças mais novas ou mais crescidas, feito este que vos digita, a artista humaniza a quem pode ter se esquecido de ser humano. E ensina a ser humano a quem ainda não sabe ser.

Fernanda Sander, a nova amiga de infância de Julia Simões, a cantora que me pediu para ouvir o CD do Éramos 3, é uma das melhores amigas da infância que já conheci.

20 de mar. de 2014

Uma animação que me deixou animado...

Educação: Transforme, Curta, Compartilhe

É um vídeo que fala como a educação e as novas tecnologias podem estar nas mãos dos jovens... para que melhorem o mundo. 

O vídeo foi concebido por Silvio Ferraz e Silvio Marchini, com roteiro deste último. 

As ilustrações são de Érico San Juan (este que vos digita), com locução de Edu Oliveira.

A direção é do Paulo Heise, numa realização da LZP Produções. 

O vídeo foi produzido dentro do projeto Pró-Ensino, da Esalq-USP.

Curta e compartilhe!

1 de mar. de 2014

Antes isso

Caricatura do inclassificável Rogério Skylab (antes classificá-lo assim, a conferir-lhe um epíteto que não o defina plenamente).



24 de fev. de 2014

Uma caricatura de Fernanda Takai

A cantora da banda Pato Fu tem feito CDs muito legais em carreira-solo. E eu fiz esse desenho dela.





19 de fev. de 2014

14 de fev. de 2014

Emoção bem-acompanhada

Era um sábado, com um calor maior que esse de agora: o calor humano. A intérprete sentou-se, apresentou-se, sorriu e entoou os versos: "As águas correm para o mar, as flores são o jardim..." E chorou, e recebeu os aplausos, e pediu desculpas pelas lágrimas.

A lágrima digna dos intérpretes de verdade, naquele sábado quente de 2013, era a de Julia Simões, cantando "Tudo em mim", que nomeia o CD-songbook de Toninho Brandão, empresário de Piracicaba, interior de São Paulo. Bem que ele gostaria de estar presente ao lançamento com a voz e a emoção de Julia. Um CD com bossas novas, boleros, sambas. Ritmos e gêneros do século passado, nada antigos, simplesmente eternos.

Tudo em Mim foi gestado ao longo de oito anos, 2001 a 2008. De trinta canções gravadas, Julia escolheu dezessete para o disco. A versatilidade do compositor, ao som de sua caixinha de fósforos, dá um sabor de variedade ao conjunto de canções. A voz de Julia, grave e suave, acompanha as nuances de cada verso, emoldurando os sentimentos ora intensos, ora plácidos expressos por Toninho.

"Maria da Graça" é a lamentação suave do homem que clama pelo colo da amada. "Malandro" é a reflexão na cadência do samba de uma pessoa que não vive longe do grande amor. "Barco amarelo" é a exaltação de quem anuncia sua chegada, em direção ao abraço da companheira, em levada de samba-rock. "Coração" traz a boêmia, a fumaça de cigarro, a paixão perdida, a madrugada enluarada.

E a lua bem poderia ser um dos símbolos da atmosfera sonora de Sombra e Luz, o outro "filho" de Julia. Se o disco com Toninho veio ao mundo após uma gestação mais longa, o CD com Marcos Cavalcanti teve gravações realizadas em apenas dois dias, ao final de 2012. Intérprete e instrumentista reuniram o repertório do último e deram vida ao conjunto de canções.

A fluência das músicas e versos traz à luz uma densidade musical, uma melancolia, comumente associada aos gigantes da moderna canção brasileira, na tradição dos instrumentistas feito Guinga, um dos preferidos de Cavalcante.

A voz de Julia e o violão de Marcos tem um diálogo harmonioso, e generosamente comportaram outras companhias em algumas faixas: a bateria de Roggero Chiarinelli, a percussão de Ricardo Barros e o pandeiro de Xeina Barros, a viola caipira de Junior Hartung, o acordeon de Thadeu Romano, o violoncelo de Jaques Morelenbaum, presença marcante nas bandas de Tom Jobim e Caetano Veloso.

No texto de apresentação do CD, Marcos credita a inspiração para a maioria das canções às musas de juventude. Ele evoca a brisa e a descontração de sua Bahia em "Refresco", deliciosa música de sóis e sais. Ao irmão, dedicou "Teu Mar". E à filha da parceira de Sombra e Luz, o violonista dedicou "Clara, Clarinha". E canções como "O que pensa de mim", "Momento só", "Solidão" e "Verdade e fantasia", merecem ser ouvidas com toda a atenção que o ouvinte dedicaria a um recital, naquela proximidade que só os grandes portadores de melodias e histórias conseguem com o respeítável público.

E respeitável, e sensível, é a cantora, a intérprete Julia Simões. Que continua trazendo o melhor da nova canção brasileira, junto a parceiros de peso. No compasso da tradição de um país emocionante.

2 de jan. de 2014

Escuta só, veja aí

Está no ar a série "Escuta Só", com dicas de português em pequenas animações. 

É um dos nossos trabalhos de conclusão do curso de Design Gráfico na Unimep, em 2013, orientado pelo professor Fabiano Pereira.

Nossa equipe para esse trabalho (Cynthia Prada, Juliane Pasqualini, João Vitório e este que vos digita) roteirizou, desenhou, fez locuções e vozes dos personagens e a direção de arte.

Divirtam-se... Aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.



21 de dez. de 2013

Os fins justificam os recomeços

Balanço do ano no fim do ano, pode fazer?

Ano de aventuras. E a maior aventura, a maior delas, foi a de ficar parado, quieto, refletindo. Principalmente sobre o próximo momento de se aventurar.

Ano de dar ouvidos. E intuir sobre a hora certa de ouvir. E de ouvir as pessoas certas. 

Ano de trabalho. E de concluir a respeito do quanto o trabalho pode ser um falso substituto das inquietações que não se resolvem, ou se atenuam, com o ato de trabalhar.

Ano de falar. E de falar compulsivamente, e pagar o preço por isso. E de ficar em silêncio, e de pagar um preço ainda mais alto.

Ano de sorrir. E de cuidar de cada gênero de sorriso. Sorriso feliz, sorriso dissimulado, sorriso de canto de boca.

Ano de conclusões. Conclusões definitivas, que podem ser jogadas para o alto e desmontadas, de acordo com o quebra-cabeça mental de cada cabeça e cada sentença.

Ano de recomeços. A começar pelo recomeço do ano, que joga para debaixo do tapete o que houve de ruim do ano anterior. Algumas ruindades, temores e indecisões permanecerão à espera de nossa pá, da nossa vassoura, da nossa atitude de limpeza de alma.

Ano que traz outro. E que trouxe este balanço. E que nos dará o poder para fazer ainda mais.

20 de dez. de 2013

Sombra e Luz

Mais um CD de Julia Simões saindo do forno (Sombra e Luz, parceria com Marcos Cavalcante)... mais um CD de Julia com design gráfico meu. As fotos de capa e contracapa são da Isa Silvano.





13 de dez. de 2013

Menos é mais

Esses retratos de Tania Alves, Luis Miguel e Martinho da Vila ficaram de fora da capa definitiva do CD "Tudo em Mim - Julia Simões canta Toninho Brandão". Eram os cantores e compositores apreciados por Toninho. 

O símbolo central da capa do disco - a caixa de fósforos, "instrumento" do compositor do CD de Julia - também teve algumas versões anteriores à definitiva.

O ilustrador do CD sempre quer mostrar sua ilustração em quantidades generosas. Aí vem o designer do CD e dá aquele toque: "Menos, menos... menos é mais".

Por sorte, nesse disco, ilustrador e designer são a mesma pessoa.

29 de nov. de 2013

Tudo em mim

Esse é o novo CD de Julia Simões, Tudo em Mim. 

O disco reúne o cancioneiro de Toninho Brandão, versátil compositor de bossas, sambas e boleros. 

Tive a honra de ser escolhido pela Julia a criar o design e as ilustrações do CD. 

De onde estiver, Toninho certamente está sorrindo com a homenagem da amiga querida.

9 de nov. de 2013

100 anos de um time caipira

O glorioso XV de Piracicaba comemora seu centenário este mês. E o Sesc da cidade abre a exposição multimídia “100 Anos – Paixão e Memória” , no dia 19, dedicada ao time.

Além de fotos, memórias, vídeos, histórias e atividades do XV, teremos trabalhos em homenagem ao seu caipira-símbolo, o Nhô Quim, criação imortal de Edson Rontani.

Além deste que vos digita, outros colegas cartunistas homenageamos o Nhô Quim na exposição: Marcelo Maiolo, Edu Grosso, Eduardo Baptistão, Lucas Leibholz, 
Gustavo Duarte e Erasmo Spadotto. Ao lado, minha versão do mascote do XV.

Quem puder, confira a exposição no Sesc Piracicaba a partir do dia 19.