Uma amiga minha falou: "Depois, a gente conversa. Tô morta! Hoje pratiquei spinning!" 6 de fev. de 2012
Queimando calorias sem queimar o filme
Uma amiga minha falou: "Depois, a gente conversa. Tô morta! Hoje pratiquei spinning!" 2 de fev. de 2012
O maestro de um turbilhão de ritmos
Escrevi duas vezes a respeito do músico e compositor Mauricio Pereira. A primeira vez foi na página de humor Rio, que eu editava no jornal Tribuna Piracicabana. Em janeiro de 2003, publiquei uma entrevista e resenhas de todos os CDs de Mauricio até então. A segunda vez, no jornal de humor Rio, uma "costela" da página, foi no começo do ano seguinte. Nesse jornal, dividi o texto com meu mano Fábio. Eu escrevia um parágrafo, ele escrevia outro em seguida, numa jam session jornalístico-literária. O texto abaixo é a produção a quatro mãos, com a caricatura a duas mãos (as minhas) publicada na entrevista.




1 de fev. de 2012
Contos mínimos que não são de fadas
31 de jan. de 2012
Você sabia?
Edson Rontani nasceu em 1933, em Piracicaba, SP, cidade-berço do famoso Salão Internacional de Humor. Quadrinhista e colecionador da Nona Arte, começou seu hobby nos anos 1940, tempo em que as histórias em quadrinhos enfrentavam preconceitos e rejeição da sociedade. Cartunista, realizou os primeiros "salões de caricaturas" em Piracicaba nos anos 1970, precursores do atual Salão Internacional de Humor. Chargista, deu forma ao personagem-mascote do XV de Piracicaba, o Nhô Quim, criando charges antes e após os jogos do time de futebol, reproduzidas na imprensa local por mais de quarenta anos. Fanzineiro, teve a idéia de realizar intercâmbios com fãs de quadrinhos e criar uma publicação amadora do gênero, antes de qualquer fanzine brasileiro existir.
Em 1981, o trabalho de Rontani estava consolidado e reconhecido entre os leitores dos jornais em Piracicaba. Nesse ano, o artista cria Você Sabia?, seção de curiosidades ilustradas, para o novo suplemento infantil de O Diário. Inspirado em seções similares das revistas e suplementos infantis de sua infância (O Tico Tico entre elas), Você Sabia? mostra a capacidade de Rontani como ilustrador e redator. Cativava o leitor infantil pelo humor dos desenhos. E conquistava os adultos pelo "conteúdo almanaque" dos textos, sem perder o enfoque didático.
Inicialmente, Você Sabia? não tinha um formato definido em O Diarinho. Compunha-se de dois ou três quadros, dispostos de forma variável no suplemento. Quando o tablóide infantil transformou-se em página semanal, Você Sabia? passou a ocupar um terço do espaço, no rodapé, até 1988. No ano seguinte, o Jornalzinho, tablóide infantil doJornal de Piracicaba, passa a publicar a seção, agora em página inteira. Rontani produziu Você Sabia?até 1997, ano de seu falecimento. Por iniciativa de seu filho Edson Rontani Júnior, a página de curiosidades voltaria ao Jornalzinho, todas as semanas, a partir de 2003.
Em cinqüenta anos de atividades no humor gráfico, Edson Rontani encontrou raras oportunidades de ver seu trabalho reunido em livros ou coletâneas, a não ser em iniciativas editoriais irregulares e esparsas, como no álbum Charges, edição do autor em vários volumes, reunindo os primeiros desenhos, feitos para o Diário de Piracicaba na segunda metade da década de 1950. No monumental A História do XV , editado em 1985 pelo historiador e jornalista Rocha Netto, as charges do Nhô Quim ilustram os grandes momentos do time. No livro-coletânea Os Quinze de Piracicaba, editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, em 2003, Rontani é um dos artistas enfocados. Sua importância como abre-alas do humor local é lembrada em "A cidade onde o peixe ri: um esboço da história do humor gráfico em Piracicaba", ensaio que abre a coletânea.
A edição de Você Sabia? pela Marca de Fantasia apresenta o trabalho de um artista raramente reconhecido além dos limites de sua cidade-natal, porém com qualidades que o colocam entre os grandes cartunistas e quadrinhistas brasileiros. Que este livro seja o primeiro de uma longa série, trazendo todas as facetas artísticas do genial Edson Rontani.
30 de jan. de 2012
Não é todo dia que aparece uma cantora assim
Até outro dia mesmo, a oferta de cantoras ao respeitável público se dava via rádio. O ouvinte, devidamente seduzido, dirigia-se à loja de discos mais próxima, para comprar o hit impresso nos sulcos do vinil.Outras canções, além do hit radiofônico, completavam o vinil. A cantora viajava Brasil afora, divulgando o disco ao vivo em shows. Fechada a turnê, pensava-se no disco seguinte.
Só que o tempo passou. Hoje, há as cantoras das multidões, feito Ivete Sangalo. Mas existem as cantoras da hora, como Paula Fernandes, de vida incerta na próxima hora. As intérpretes cumprem, com ligeiras diferenças de época e mídias, o roteiro descrito no primeiro parágrafo.
E as cantoras nascidas na internet? Que não vivem de música, mas para a música? Elas abrem espaços no peito, na raça, no coração. Inclusive Danny Reis.
Ao contrário das divas à la Marisa Monte, o perfil das cantoras-internet feito Danny é acessível aos seres humanos "normais", como este normal que vos digita. Tão normal, que a conheci numa lista de discussão de música na internet, a M-Música. Lista que marcou as vidas de quem participou dela. E tão marcante, que gerou parcerias entre os membros do espaço virtual, para além das trocas de e-mails e idéias. Danny Reis fez seu primeiro CD apenas com canções feitas por membros da lista.
O CD Todo Dia, nesta época de MP3 invasores de I-Pods indefesos, é uma festa para os olhos, antes de chegar aos ouvidos. A embalagem não é um estojo de plástico, um CD tradicional. O formato é o de revista de bolso, em papel cuchê e arte preto-branco-amarela. Abre-se a revista, e o CD está protegido por um envelope amarelo.
Olhos satisfeitos, passemos aos ouvidos. O CD traz uma multidão a serviço da beleza. A voz de Danny Reis é a placidez em forma de canção. Os parceiros de poesia (Zé Edu Camargo, Gulvandro Filho, Etel Frota, Cacala Carvalho, Alexandre Lemos. Léo Nogueira, Tony Pelosi) misturam-se aos senhores das melodias (Sonekka, Felipe Radicetti, Adriana Barreiros, Iso Fischer, Guilherme Rondon). Zé Rodrix (autor de "Casa no Campo" com Tavito e integrante do trio Sá, Rodrix e Guarabyra) também aparece na ficha técnica como parceiro de Zé Edu Camargo em "660 Huntington Blues".
O que soa ainda mais agradável no disco de Danny Reis e a ausência de megalomania autoral que acomete tantas novas cantoras, assim que se veem prontas para gravar o primeiro CD. Vozes prontas para cantar, e não para dizer algo relevante, poeticamente falando. Isso não significa que Danny deixe de lado a aventura do eu-lírico.
A produção de Tony Pelosi se mostrou acertada, ao deixar que os poucos (e bons) acompanhantes sonoros não competisssem com a titular do CD. As molduras por vezes camerísticas nas faixas mais intimistas não soam monótonas, pelo contrário. "Seda da China", de Adriana Barreiros e Zé Edu Camargo, poderia ser a trilha-tema de um templo budista. "O que eu quero", de Danny, Tony e Léo Nogueira, ilustrariam aquele fim de tarde preguiçoso, espreguiçante, antes do bocejo final para a despedida de um fim de semana calminho.
Os sambas, que aparecem a partir da nona faixa, não destoam da suavidade das faixas anteriores. "Francamente", de Iso Fischer e Etel Frota, tem clima de choro tocado em boteco. Danny dá a dica do clima da canção no encarte: "A gente preferiu chorar de alegria mesmo". A melancolia de "Fim de Carnaval", criada por Sonekka e Gilvandro Filho, é daquelas que teriam lugar nas antologias de grandes momentos da música brasileira, se levadas a um público maior.
"Todo Dia" (faíxa-titulo do disco, parceria de Guilherme Rondon e Alexandre Lemos) fecha o trabalho com uma frase lapidar. Para o feliz ouvinte, é um convite a uma convivência permanente, não mais entre curioso e cantora, mas entre fã e cantora: "Eu e você, todo dia".
Outros trabalhos virão, divas ao velho estilo virão e irão embora. Danny Reis fica.
21 de jan. de 2012
Os Quinze de Piracicaba
O XV de Piracicaba está de volta à divisão de elite do Campeonato Paulista e à boca do povo. O time de futebol que muitos conhecem apenas pelas piadas do Casseta & Planeta, programa que andava com a bola murcha.16 de jan. de 2012
Neurastenia bipolar de redes sociais...
13 de jan. de 2012
Qualé seu signo? (parte 4 - final)


12 de jan. de 2012
Qualé seu signo? (parte 3)


Mais signos aqui, na última parte.
11 de jan. de 2012
Qualé seu signo? (parte 2)



Mais signos aqui, na parte 3.
10 de jan. de 2012
Qualé seu signo? (parte 1)
ÁRIES (20/3 a 20/4)
TOURO (21/4 a 20/5)
GÊMEOS (21/5 a 20/6)1 de jan. de 2012
Fogos amigos (amanhecendo surdo em 2012)
31 de dez. de 2011
Sem Daniel Piza

30 de dez. de 2011
M de Música, C de Caricatura
Nos primeiros anos do século 21, participei da primeira rede social-virtual da minha existência. 27 de dez. de 2011
Caricaturas literárias, retratos nada literais
Os dois caricaturados à esquerda são Clarice Lispector e José Saramago.20 de dez. de 2011
Velhinhos e velhacos
Já tive meus dias de transgressor natalino.
Adolescente puro e besta, com aquele fígado azedo típico dos adolescentes, ilustrava um suplemento infantil de um jornal. Um tempo diferente de fato. Jornais publicavam cadernos para crianças. Um deles empregava um adolescente puro e besta. Este que vos digita.
Só que eu não digitava nada. Desenhava o suplemento todo. Quadrinhos, passatempos. Tudo. As capas também.
Numa capa de Natal, baixou o espírito de porco, em vez do esperado espírito natalino. Um personagem questionava um velhinho descendo do céu: "O senhor é o Papai Noel? Eu não acredito em Papai Noel".
O velhinho, mais para pastor de ovelhas que para bom velhinho, respondeu placidamente: "Acredite na felicidade de uma nova era!"
No dia seguinte, choveram telefonemas na redação do jornal. A maioria de mães zelosas com a inocência natalina de seus filhos.
Hoje, até acredito em Papai Noel. Crer na figura do velhinho é melhor que a crença em velhacos que são umas figuras.
19 de dez. de 2011
16 de dez. de 2011
Escrever é fácil, ser escritor são outros quinhentos


12 de dez. de 2011
Gostos e desgostos musicais
4 de dez. de 2011
Sócrates (1954 - 2011)

