21 de jan. de 2011

Chuva de charges

E lá se vão mais duas charges para o Jornal de Piracicaba.



19 de jan. de 2011

Charges ensopadas

E continuam as charges para o Jornal de Piracicaba, dia sim dia não, aqui no blog.

Se quiser ver os desenhos todos os dias, acesse o site Charge On Line, que também traz charges de dezenas de cartunistas brasileiros.



18 de jan. de 2011

Debutando no Charge Online

A partir de hoje, as charges que você vê aqui também estarão no site Charge Online.

Ccoordenado pelo cartunista Mariano, o site traz dezenas de chargistas do Brasil inteiro, em desenhos atualizados diariamente.

Veja as charges aqui.

17 de jan. de 2011

Mais charges pro Jornal de Piracicaba


Vinte anos e mais caricaturas ao vivo

Muito obrigado a quem me cumprimentou pelos vinte anos de carreira como cartunista.

Um jeito de comemorar é anunciando um novo trabalho.

No Sesc Piracicaba, até o final de fevereiro, há uma série de caricaturas de esportistas em tamanho natural (Magic Paula, Maguila, etc), feitas por mim a convite da instituição.

As caricaturas integram o Sesc Verão 2011: Um encontro com desafios, herois e lendas.

Atividades esportivas para todas as idades, além de palestras com atletas conhecidos do respeitável público, também estão programadas. Todas de graça.

Quem quiser participar do Sesc Verão 2011 e olhar as caricaturas, é só ir à rua Ipiranga, 155, em Piracicaba. Outras informações aqui.

13 de jan. de 2011

Charges molhadas

As chuvas continuam, no céu e na pauta do dia.
Mais duas charges pro Jornal de Piracicaba.




O "rio" ao qual me refiro na charge não é o Rio de Janeiro, apesar das manchetes da imprensa nacional. Trata-se do rio Piracicaba, que também transbordou.

12 de jan. de 2011

Vinte anos. De carreira!

Há vinte anos, eu entrava na redação do Jornal de Piracicaba. Era o meu primeiro dia de trabalho como ilustrador do suplemento infantil.

Na ocasião, usava camisas estampadas com motivos havaianos e óculos redondos de aro roxo. De quebra, tinha quinze anos de idade, cabelos em desalinho e uma timidez incorrigível.

Vinte anos depois, cá estou no mesmo jornal, cobrindo férias do chargista oficial da empresa. Se antes eu era o mais novo entre colegas acima dos trinta, hoje talvez seja um dos mais velhos do departamento onde estou agora. Rodeado de garotos e garotas boa-pinta, a maioria com idade abaixo dos trinta do primeiro tempo.

Nessa nova estada no jornal, os cabelos disseram adeus, o vestuário adquiriu alguma sobriedade com camisas de cores únicas e escuras - único jeito de desviar a atenção para os quilos em excesso, todos alojados na barriga, infelizmente.

Não vou aqui falar o que fiz nesses vinte anos como cartunista, ilustrador, caricaturista, designer, professor de artes para crianças e adultos, editor e redator de jornais de humor, animador de internet... bem, agora é tarde, já falei.

Ter feito todas as coisas acima me deu, além dos inevitáveis trocados para a sobrevivência na selva, uma pá de gente interessante e amiga para o meu dia a dia profissional.

No fim das contas, é isso que importa em qualquer carreira: conhecer homens e mulheres de talento, sejam colegas de ofício ou não. Não há rede virtual que substitua o prazer dessa convivência ao vivo.

Aos que sempre batem cartão por aqui, um pedido: ergam seus brindes por mim. E com o perdão da rima infame... tim-tim!

11 de jan. de 2011

7 de jan. de 2011

Charges de janeiro

Seguem mais duas charges para o Jornal de Piracicaba.





5 de jan. de 2011

Charges de férias

Neste mês, estarei fazendo charges para o Jornal de Piracicaba.
Seguem duas delas abaixo.




3 de jan. de 2011

Niver no rádio

Mesmo sendo canhoto, comecei o ano com o pé direito.

No primeiro dia útil de 2011, dia do meu aniversário, participei do Onda Cidade, programa de notícias apresentado por Lilian Geraldini, na rádio Onda Livre AM, de Piracicaba.

Na entrevista, falamos das atividades humorísticas do dono deste blog: caricaturas ao vivo, premiações em concursos, crônicas, essas coisas.

Falei também dos meus inacreditáveis vinte anos de carreira, comemorados em janeiro de 2011.

Valeu pela entrevista, Lilian, foi um presentão de aniversário. E um bom Ano Novo a todos os leitores deste espaço!

17 de dez. de 2010

McCaricaturas


Nos dias 4 e 5 de dezembro, fizemos caricaturas ao vivo no novo McDonald´s de Piracicaba. Era a semana de inauguração da unidade 600 da rede no Brasil.

Oitenta e dois clientes deixaram seus hamburgueres de lado por um instante para prestigiar nosso trabalho. E levaram suas caricaturas de graça para casa.

Vai um agradecimento à Pamela Peruzzi, da Q11 Agência, pela confiança. Ela também é a autora das fotos desta postagem. Clique nelas para ampliá-las.

9 de dez. de 2010

Meninas superpoderosas (e um rapaz de camarote)



Alessandra, Louise, Sueli, Ana Carolina e Pamela. Essas são as mulheres da foto acima. O elemento masculino da foto é o dono deste blog.

A Alessandra deu aulas para a primeira turma do curso de Redação Jornalística do Senac Piracicaba.

A foto reuniu quase todas as alunas e aluno do curso. Faltou a Adriana, que se mandou para terras fluminenses.

Um prazer ter conhecido essas mulheres superpoderosas - e talentosas, é claro.

A produção de textos do curso está aqui.

Valeu, meninas!

1 de dez. de 2010

É nóis, Noel!

A minha caricatura de Noel Rosa (ao lado) foi selecionada para o livro Noel é 100.

A obra é uma homenagem aos 100 anos de nascimento do compositor.

O concurso de caricaturas teve mais de 150 participantes. 40 deles tiveram trabalhos escolhidos para o livro.

Os jurados foram os desenhistas Cássio Loredano, Baptistão, Ulisses e Ildo Nascimento.

O livro Noel é 100 sai em 2011, editado pelo Instituto Memória Musical Brasileira e Imprensa Oficial do Rio de Janeiro.

Os trabalhos selecionados estão aqui.

29 de nov. de 2010

As aparências esganam


(Tira da série Um pamonha de Piracicaba)


Na noite do último domingo, as matérias da tevê sobre a ação policial no Complexo do Alemão explodiram em audiência. Na mesma noite, o cantor e compositor Léo Jaime, ídolo musical dos anos 80, combatia em outro front. Na internet.

Um internauta insone, em vez de assistir a tevê, resolveu fazer uma referência nada elogiosa à pança do cantor no Twitter. A grosseria gerou um caminhão de respostas ao tuiteiro com o rei na barriga. Em meio a defesas feitas pelos seguidores de Léo, o próprio assim se manifestou: “Eu não sou bonito mas tenho o maior corpão”.

É fato que as mulheres tem dificuldade para aceitar homens com quilinhos a mais. A não ser que esses quilos sejam adquiridos após o casamento, sob a cúpula do lar-doce-lar. Se a casa for adoçada com gotinhas de algum produto diet, melhor ainda.

As componentes do sexo feminino sofrem pressões da moda, da televisão e de outras mulheres para perderem todo o peso necessário. A tal pressão não deixa de ser um peso para se carregar. Mais um.

Para o parceiro da mulher incomodada com culotes indesejados, a questão é irrelevante. Afinal, num relacionamento saudável, o rapaz não deseja apenas saciar a fome de carne. Se a questão for somente essa, ele pode procurar uma churrascaria e se esbaldar. Sai até mais barato que namoro ou casamento.

O rapaz com amor no coração quer achar a sua cara-metade. Porque não dá pra ficar andando por aí com uma metade faltando. Independente da outra metade ser um espeto de churrasco ambulante. Com ou sem o churrasco no espeto.

Já tentei namorar uma moça fora dos padrões de beleza atuais. Imagino que o namoro tenha terminado por conta das minhas curvas, dignas de uma rodovia repleta de pedágios, e não as dela, sem placas de alerta na estrada.

O cantor Léo Jaime se declarou feliz possuidor de um corpão. Vou dizer o mesmo para minhas futuras namoradas. Quem não aceitar o meu corpão, com curvas perigosas e tudo, que faça uma lipoaspiração nos neurônios.

28 de nov. de 2010

Seis a um



As moças da foto, compenetradas como elas só, são alunas do curso de Redação Jornalística do Senac, em Piracicaba. O semicareca de olhos verdes é o dono deste blog.

O blog do curso, em construção, terá a produção das moças de classe. E do moço desclassificado também.

Enquanto não há textos da turma a mostrar, fique com os rostos femininos aí de cima. Você não vai achar ruim.

22 de nov. de 2010

Só desenhos

O Novo Brazil Cartoon está abrigando blogs exclusivos de artistas gráficos brasileiros e internacionais.

O meu blog é este aqui.

Aguardamos sua visita.

17 de nov. de 2010

Deus lhe pague, Padre Marcelo

Dia após dia, Deus empresta seus ouvidos às preces de fiéis espalhados pelo planeta Terra. Já o padre Marcelo Rossi deve ter ficado de orelhas em pé com os recordes de vendagem de seus CDs nos últimos anos do século vinte. Antes, é claro, da aparição de um concorrente de peso: o padre-galã Fábio de Melo.

O novo livro do padre Marcelo, Ágape (“Amor” em grego), teve lançamento no ginásio de esportes de um colégio tradicional de Piracicaba, no interior de São Paulo. A maratona de autógrafos aconteceu dois dias após o último feriado de quinze de novembro. As viagens para lançamentos semelhantes em outras cidades devem acontecer em seguida.

Para este pobre pecador que vos digita neste instante, a busca de informações sobre o lançamento do livro começou com um telefonema ao número impresso nos cartazes de divulgação. Uma voz cavernosa, provavelmente emitida das profundezas do inferno, reagiu mal à pergunta sobre um provável papo com o padre, num horário alternativo ao dos autógrafos. Depois do “não” curto e grosso, seguido de um telefone desligado na cara da voz resmungona, este peregrino que vos escreve marchou rumo ao ginásio.

Numa avenida próxima ao Rio Piracicaba, sob um sol de fazer corar um padre de pedra, a entrada do evento estava tomada por funcionários da livraria responsável pelo lançamento. Senhoras perguntavam o preço da obra do padre e ali mesmo assinavam cheques de vinte reais, o valor de cada exemplar do livro.

Seguranças de ternos sombrios e caras idem espalhavam-se por todo o ambiente do evento, tomado por cadeiras de plástico, dessas comuns em praias e churrascos de fim de semana. Uniformizadas de branco, morenas e loiras sorridentes cumprimentavam os passantes, cada um com seu livro na mão.

O respeitável público, ocupante da maioria das quatrocentas cadeiras do recinto, era composto por mulheres da “melhor idade” e seus acompanhantes. Nos fundos do ginásio, embaixo da tabela de basquete e ao lado da saída de emergência, um banner-outdoor trazia o anúncio do livro do padre Marcelo. Numa pose compenetrada para a foto do banner, olhando para o Altíssimo, o religioso parecia mesmo é olhar para a frase do anúncio: “Ágape, um livro que fala ao coração”.

A obra teve sua redação iniciada num momento delicado para o pregador: após uma cirurgia e o período de recuperação. Nesse período, o padre chegou a aparecer na televisão de cadeira de rodas, amolecendo o coração de quem se acostumou a vê-lo em suas saltitantes pregações. Recuperado, o religioso concluiu o livro, com interpretações pessoais para salmos do Evangelho de São João.

Se o padre Marcelo teve uma santa paciência para se recuperar, os compradores de Ágape usaram do mesmo recurso para encarar a longa espera por um autógrafo. A vigília não abafou o eco das discretas vozes em desencontro por todo o ginásio. Próximas à arquibancada, ladeando o canto esquerdo do local, os fãs aguardavam o momento do contato com o autor. Atrás das últimas almas da fila, um segurança zelava pela paz do senhor. Que vinha a ser o senhor sentado à mesa de caneta em punho, assinando, conversando e abençoando.

Examinado o ambiente, o peregrino que vos relata quis usar a saída de emergência sem se fazer notar, já que não havia comprado o Ágape. Uma moça envelopada com um blazer barrou a retirada: “Já autografou seu livro?” Diante do meu “não” curto e fino, a vigilante fez cara de censura, mas liberou a saída. Deus lhe pague, meu anjo!

10 de nov. de 2010

Quem quer dinheiro? O Silvio...


Essa minha charge saiu num extinto portal de internet, há nove anos. Com o estouro da primeira bolha de internet, o portal saiu do ar.

Agora o apresentador volta às manchetes, inclusive na rede Globo, após ver seu Banco PanAmericano sofrer um rombo bilionário.

A salvação da pátria para o empresário e seu Banco veio com os recursos injetados pelo Fundo Garantidor de Crédito, que taparam o buraco.

O resto da história já é de conhecimento dos telespectadores, aposentados, pensionistas e demais tietes do empresário oitentão.

Pois é. Agora é com você, Silvio!

2 de nov. de 2010

Herói de quem mesmo?

Nesse dia meio mortão de Finados, vi na televisão que haverá mais um Grande Prêmio de Fórmula 1 em Interlagos.

Já vão longe os domingos em que Ayrton Senna inoculou nos brasileiros a necessidade de sempre comemorar uma vitória sua toda semana na Fórmula 1. De preferência com a narração em altos brados do locutor Galvão Bueno.

Quanto a Interlagos, jamais coloquei os pés no autódromo de mesmo nome. No bairro paulistano já andei e frequentei casa de amigo, em churrascos e encontros que não comemoravam exatamente vitórias de pilotos brasileiros nas corridas dominicais.

Ayrton Senna, coitado, não sobreviveu como mito para as novas gerações, por mais que se force a barra para isso. Em vida, plantou a semente para um instituto de projetos sociais e aprovou um gibi com seu nome no diminutivo.

Volta e meia o gibi Senninha volta às bancas, mas jamais teve vendas expressivas. Talvez porque o personagem seja tão insosso quanto seu inspirador. Que graça pode ter um menino que só pensa em correr? Assim o tipo jamais chegaria a lugar algum. Talvez à vitória, mas e daí? Tanto Senna correu que chegou cedo demais. À morte.

E já que ainda estamos no dia de Finados, cabe a lembrança de quem um dia quis ser muito vivo ganhando todas e acabou arrebentado num muro. Belo legado para as novas gerações.