17/01/2012

Dito, o Bendito: todas as tiras

A partir de hoje, este blog reunirá todas as 759 tiras do Dito, o Bendito. Não todas de uma só vez, mas todas aos pouquinhos.

O personagem, criado pelo dono deste blog, existiu de novembro de 1993 a abril de 2005 (primeira e última tira acima).

Todas as tiras do Dito saíram no Jornal de Piracicaba, semanal e diariamente.

Além do Jornal, o tipinho ganhou espaços em outros jornais: Tribuna Piracicabana, Agora de Sertãozinho, SP e TodoDia de Americana, SP. Até fez aparição-relâmpago num jornal da CUT maranhense, à revelia do autor da tira.

Dito também apareceu em livros (Central de Tiras, Tiras de Letra Outra Vez, Os Quinze de Piracicaba) e teve um livro-solo (pela editora Marca de Fantasia, nos anos 90).

Não bastasse tamanha cara de pau, ele também participou de salões de humor (Piracicaba, em 2005) e teve exposição-solo (Câmara dos Vereadores de Piracicaba, nos anos 90). Algumas tiras integraram a mostra 20 Anos de um Pamonha de Piracicaba, no Salão Internacional de Humor, em 2011 (catálogo aqui).

Benedito de Jesus começou como um Zé Carioca desgarrado no tempo, no espaço e no samba no pé. Deixou de lado essa característica para se tornar um crítico de fígado azedo, de tudo e de todos, até dele mesmo.

Logo o personagem ganhava um amigo para acompanhá-lo nas filosofices de boteco: o Feijão. Quando a solteirice do quase-Zé Carioca começava a ficar suspeita, Dito levou de brinde uma companheira, a Nega Fulô, e um filho, o Tião.

A cronologia da tira deu um salto. Dito reapareceu viúvo e aposentado. Seu filho Tião cresceu e quis aparecer: primeiro como artista, depois como bancário (para desespero de seu pai ex-sambista). A provar que tudo havia mudado, o amigo Feijão se tornou pastor evangélico.

Na última fase das peripécias benditas, Tião foi cuidar da vida longe da tira, Feijão também. Dito vestiu o blazer e foi ser atendente relax de restaurante self-service. Perigou perder o posto de personagem principal para o mal-humorado Zé das Carnes, cozinheiro titular do restaurante de Dona Joana.

Desde 2005, não se sabe do paradeiro do bendito bonachão. Se não bateu as botas, Dito pendurou as chuteiras.

Mas o brasileiro é, antes de tudo, um sobrevivente. E Benedito de Jesus não escapa ao clichê. Mais dia menos dia, sua brejeirice demodê poderá voltar à cena.

Enquanto isso não acontece, as crônicas, as caricaturas e outras novidades continuarão nesse espaço, mescladas às postagens do Dito. Porque nem só de tiras vive um ser humano.

4 pitacos:

Célia disse...

Prazer em conhecer o "Dito, o Bendito"... ou será o "Benedito"?
Abraço, Célia.

Carla Ceres disse...

Nossa, eu não sabia dessas histórias todas. A vida do Dito é um romance. Vai ser legal acompanhar em ordem cronológica. Beijos!

Danny Reis disse...

Muito bom, Érico! Adorei seu blog e já vou segui-lo.
Um beijão de bom-dia!

Fabio San Juan disse...

Legal! O Dito voltou, mesmo que seja só para a imortalidade da internet. Eu, como primeiro leitor das tiras (ou quase), gosto e recomendo! É o Érico no seu melhor momento como tirista! E, sim, é um depoimento apaixonado, e não um parecer crítico! Abração do mano babão!